De norte a sul do país, a Bolsa de Empregabilidade voltou a juntar empresas do setor do turismo e hospitality com potenciais colaboradores, que tiveram a oportunidade de se dar a conhecer em encontros diretos com as empresas.
Ao longo de praticamente dois meses, a iniciativa Feiras de Emprego do Turismo passou pelos principais territórios de Portugal Continental – Algarve (Vilamoura), Alentejo (Évora), a zona Centro (Coimbra) e as cidades do Porto e de Lisboa, eventos que receberam mais de 6.000 pessoas.
As ofertas de emprego disponíveis foram proporcionadas por cerca de 145 empresas do setor, com forte reconhecimento a nível regional, nacional e até mesmo internacional.
António Marto, fundador da Bolsa de Empregabilidade, salienta que há um interesse consistente e cada vez maior na Feira de Emprego do Turismo. Exemplo desse crescimento é o facto de o encontro de Lisboa ir já na sua 9ª edição. “As oportunidades disponibilizadas foram direcionadas a diferentes perfis, abrangendo desde candidatos com formação em cursos técnicos, licenciados e profissionais com mestrado, até altos cargos de gestão. Mas, sem dúvida, este foi o ano dos estudantes!
Todas as manhãs foram preparadas para receber alunos do ensino secundário, profissional e universitário e, de facto, mais de metade das pessoas que passaram pelas feiras foram estudantes à procura de emprego na área do turismo, mas também com o objetivo de melhorar a sua formação”, conclui o responsável.
Principais conclusões e recomendações:
A necessidade de formação nesta área continua a ser uma realidade, especialmente em áreas que exigem uma especialização, de forma a se poder proporcionar um serviço de excelência e diferenciação, que as pessoas procuram cada vez mais.
O domínio de línguas estrangeiras é igualmente essencial e foi mais uma vez notório ao longo da iniciativa. Mas, atenção, quem domina diversas línguas, por vezes, não tem o conhecimento técnico necessário para determinadas áreas.
Os apoios não abrangem totalmente as necessidades de trabalho na área do turismo, a falta-de-mão de obra qualificada continua a ser uma realidade, de forma transversal às suas várias subáreas de atuação.
É essencial aumentar e diversificar os apoios, com programas que contemplem a atualização de competências dos profissionais que já estão no mercado de trabalho, assim como formação dos novos talentos, após identificação das competências de quem procura emprego.
António Marto reforça ainda que “o futuro do turismo depende da capacidade em nos adaptarmos às novas exigências do mercado, com profissionais mais bem preparados e políticas de apoio mais robustas. Essa sinergia entre formação, inovação e investimento é essencial para manter o setor competitivo e sustentável a longo prazo”, conclui o responsável, lançando o mote para as próximas Feiras de Emprego de Turismo, que serão novamente organizadas no primeiro trimestre de 2026.
A iniciativa conta com o apoio institucional do Turismo de Portugal, da merytu, como main sponsor a nível nacional, e das respetivas Entidades Regionais de Turismo de cada zona, assim como outras entidades parceiras locais.
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