Quais são as principais caraterísticas da Gestão de RH da Continental Mabor?
Desde logo existe um aspeto fundamental, que é sermos indústria, o que representa vários desafios se quisermos ser atrativos para toda a nossa população, desde o jovem engenheiro ao operador de produção ou mecânico, que tem de fazer turnos. Fazemos questão de não olharmos para nichos, queremos ser atrativos para todos os nossos colaboradores, sem exceção. Não procuramos apenas engenheiros, licenciados ou mestrados.
Procuramos e queremos ser atrativos para todos os que aqui trabalham. Outro desafio e estratégia é mantermo-nos atualizados – upskilling e reskilling – e até anteciparmos algumas tendências, sempre de um ponto de vista transversal. Estamos constantemente a integrar novas tecnologias, novas interfaces. E, mais uma vez, isto aplica-se de uma forma transversal.
Temos de trabalhar ainda mais no fortalecimento da relação com as escolas profissionais e com as universidades
Tem sido complicado contratar e, mais do que tudo, reter pessoas?
Apesar de, obviamente, enfrentarmos os mesmos constrangimentos de todas as empresas a operar aqui em Portugal – de pessoas que querem procurar outras oportunidades e alternativas -, acredito que estamos bem posicionados na área da atratividade. Temos a vantagem de ser uma empresa estabelecida no mercado há muito tempo e que integra algumas práticas que, não sendo das mais competitivas ou agressivas – quer do ponto de vista da atração, quer do ponto de vista da retenção -, garantem estabilidade, segurança e oportunidades de crescimento/desenvolvimento a longo prazo. E, para muitas pessoas, estes fatores ainda continuam a ser altamente significativos.
Há algum campo onde acreditam que têm de intervir mais, na área dos RH?
Se há algo extremamente importante que temos de trabalhar ainda mais é no fortalecimento da relação quer com as escolas profissionais, para os níveis dos técnicos, quer com as universidades, para os níveis mais avançados. Recebemos de braços abertos qualquer tese de mestrado, estágio ou pós-graduação porque essa é a forma de continuarmos a ter o contacto imediato não só com a academia, mas com os jovens. Não registarmos uma elevada rotatividade de recursos implica aspetos positivos, mas também ficamos centrados muito em nós. O facto de termos e querermos continuar a incentivar esta forte ligação com as escolas é fundamental.
Artigo publicado na edição 155 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2024
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI