Que tendências de RH tem observado nos últimos 25 anos?
Hoje em dia, vemos que os RH têm uma abordagem mais estratégica, centrada nas pessoas e na experiência dos colaboradores. Agrada-me ver o investimento nas lideranças e gestão da mudança, com uma grande evolução no papel do manager. Se há alguns anos todos os temas de pessoas, cultura e motivação estavam connosco, hoje em dia, está bem claro que este compromisso é de todos e não é, nem deve ser, apenas um tema de RH.
Qual a estratégia seguida pela MSD para reter talento?
Há duas décadas, os pacotes de compensação e benefícios financeiros eram suficientes. Atualmente, não é assim tão linear. Este ponto continua a ser importante. No entanto, tem de ser acompanhado por um ambiente de trabalho positivo e com uma aposta no desenvolvimento contínuo. Um bom exemplo é o nosso “Opportunity Marketplace”, onde as nossas pessoas se podem candidatar a gigs em diferentes áreas e equipas – e têm a oportunidade de desenvolver e aumentar a sua rede de contactos internamente.
Que desafios enfrentam atualmente?
Temos vários desafios para os próximos tempos na área dos RH, como algumas mudanças na liderança, com um novo Diretor-geral e também uma alteração na linha de reporte da nossa estrutura comercial.
Ao nível do espaço de trabalho, temos feito algumas alterações no nosso escritório e ainda é necessário algum investimento para criar novos espaços de colaboração.
A preparação da organização e da própria estrutura também é um desafio: temos de fazer um planeamento orientado para ter a organização e as competências certas, no momento certo.
No “Opportunity Marketplace”, as nossas pessoas podem candidatar-se a gigs em diferentes áreas e equipas – e têm a oportunidade de desenvolver e aumentar a sua rede de contactos internamente.
Como se estão a preparar para essas mudanças?
O essencial é garantir que temos a cultura e o mindset certos. O que faz a diferença é a forma como encaramos os diferentes desafios e, neste âmbito, considero que é essencial envolver as pessoas certas, antecipar questões e procurar sempre soluções.
Na organização, ouvir as nossas pessoas é essencial. Externamente, importa perceber as tendências e o que nos pode impactar, tanto a nível de negócio, como a nível pessoal e familiar.
Quero que o meu papel na MSD seja o de continuar a contribuir para a evolução da nossa equipa, com foco no bem-estar e nas pessoas. Um papel de parceria e proximidade com o negócio e inovação, sempre atuando de forma ética e justa. Acrescentando valor aos colaboradores e à sociedade e contribuindo para a sustentabilidade da nossa companhia.
Artigo publicado na edição 155 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2024
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