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Já ouviu falar de trabalhos flexíveis?

Ana Silva Por Ana Silva
26 de Março, 2018
em GESTÃO DA CARREIRA RH, MERCADO RH, TENDÊNCIAS RH
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Já ouviu falar de trabalhos flexíveis?
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Emma Stewart, co-fundadora da Timewise, empresa criada com o objetivo de aumentar o mercado de trabalho a tempo parcial, e da Women Like Us, escreveu, no passado dia 6 de março, um texto – que agora partilhamos – sobre trabalhos flexíveis e flexibilidade no local de trabalho.

A sua jornada começou em 2005, quando, após o nascimento do primeiro filho, ficou sem emprego. Não porque não tivesse as competências certas, a experiência, ou o compromisso com o empregador, mas porque desejava passar um dia extra por semana com a sua família. Como muitas pessoas, Emma Stewart não estava preocupada com a existência de trabalhos flexíveis, até que precisou e não encontrou.

Percebido o quão desafiante era encontrar e manter empregos flexíveis de qualidade, decidiu arregaçar as mangas. Criou, primeiramente, a Women Like Us, com a sua colega Karen Mattison e co-fundadora da Timewise. A autora do texto escreve que, com a sua experiência, percebeu que a maioria dos colaboradores queria trabalhar com flexibilidade e que a empresa sairia beneficiada se aceitasse. É uma opinião que se baseia nas pesquisas que desenvolveu na Timewise e nas análises de outros especialistas.

Estes são os cinco principais motivos, segundo Emma Stewart, por que os empregadores devem adotar o conceito de trabalho flexível e aplicá-lo nas suas estratégias:

1. Os colaboradores querem trabalhar com flexibilidade e a procura está a aumentar

De acordo com a pesquisa que desenvolveu na Timewise, 87% dos colaboradores a tempo inteiro no Reino Unido trabalha de forma flexível, ou deseja fazê-lo. Os números são igualmente elevados para homens (84%) e mulheres (91%) e abrangem as diferentes gerações. Tanto os baby boomers (72%), como a Geração X (88%) e os millennials (92%) preferem esta forma de trabalhar. Não é, por isso, uma “coisa de mãe”, ou de pai. A assistência à família não constitui um dos principais fatores apontados pelos colaboradores que preferem os trabalhos flexíveis. Ter mais controlo sobre o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal e a redução do tempo de deslocação são os argumentos mais apresentados.

2. Os empregadores que querem escolher o talento devem oferecer um trabalho flexível

Se a flexibilidade é um importante fator de atratividade, os candidatos irão escolher os empregadores que a contemplarem nas suas ofertas de trabalho. Se os líderes pretendem encontrar, atrair e manter os melhores talentos, devem criar funções e condições de contratação flexíveis na sua estratégia. É imprescindível, por isso, que os  anúncios de emprego façam referência à abertura do empregador em relação ao trabalho flexível. Dada a escassez de competências, que afeta um crescente número de setores de atividade, os líderes das empresas devem apostar na flexibilidade das suas propostas e efetivá-las.

3. Empregadores flexíveis têm menos despesas e melhores resultados

Não é apenas a equipa de talentos que beneficiará de uma maior flexibilidade. Também o departamento de finanças ficará agradecido com o impacto que o trabalho flexível poderá ter nas despesas gerais dos negócios, nomeadamente na redução do espaço de escritórios. Embora haja uma perceção generalizada de que os trabalhadores flexíveis e a tempo parcial são menos comprometidos com o projeto e menos produtivos, o oposto é, igualmente, verdade. A adoção da flexibilidade conduz ao aumento da produtividade e não à sua diminuição.

4. O trabalho flexível ajuda a construir uma sociedade mais igualitária

Considerando a melhoria da diversidade no local de trabalho como incentivo à mobilidade social, a redução da pobreza no trabalho e o combate à dependência do bem-estar social, o trabalho flexível não pode ser ignorado. Muitas empresas enfrentam, agora, a falta de flexibilidade associada aos papéis seniores, que acarreta diferenças salariais entre homens e mulheres. O trabalho flexível desempenha, também, um importante papel  no equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, o que, por sua vez, pode aliviar algumas das causas do stress, da ansiedade e da débil saúde mental dos colaboradores.

5. Estruturar o trabalho é a chave para o sucesso

O trabalho flexível é uma poderosa ferramenta se for aplicado corretamente. Não se trata de distribuir um computador e permitir ao colaborador que trabalhe em casa, ou de cortar um dia de folga na semana de trabalho. As funções realmente flexíveis implicam uma flexibilidade construída e não adicionada. São projetadas para que se adequem aos empregadores e aos colaboradores. Esta é a diferença entre ter uma política de trabalho flexível e ter uma estratégia de trabalho flexível.

Emma Stewart termina revelando-se otimista em relação ao potencial do trabalho flexível. Admite que o ritmo da mudança pode ser lento, mas reconhece que o crescimento do número de empregadores voltados para o futuro é um indicador positivo.

 

Artigo original em: https://www.virgin.com/virgin-unite/why-most-employees-want-work-flexibly-and-why-you-should-let-them

 

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Comentários 1

  1. Miguel says:
    9 anos ago

    Já ouviram falar do trabalho à jorna? Também era super flexível e permitia um extraordinário “equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal”. Há lá coisa melhor que não saber se no dia seguinte vou ter trabalho?

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