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ISCTE Executive Education tem apostado numa abordagem prática e centrada em desafios reais. Que impacto tem tido esta estratégia?
Tem impacto real. E não será apenas figura de estilo. Os participantes chegam com problemas concretos, necessidade de resoluções e vontade de aplicar no dia seguinte. O nosso modelo Real-Life Learning – prático, exigente e empresarialmente relevante – permite-lhes regressar à empresa com ferramentas úteis, clareza, autonomia e capacidade de decisão. O conhecimento só vale se for aplicável, e a transformação acontece quando as pessoas mudam comportamentos, não só quando decoram instrumentos.
Nos vossos programas, há uma forte integração de temas como IA, ESG e ética na liderança. Como é que estes conteúdos moldam o perfil dos líderes do futuro?
São mais do que tendências; são novas fundações. Nenhum líder pode hoje ignorar inteligência artificial, sob pena de se tornar irrelevante. Nenhuma organização cresce de forma sustentável sem ESG. E nenhuma liderança se mantém sem ética e bússola. Estes temas moldam líderes mais conscientes, informados e completos. Formamos líderes com visão, sim, mas também com valores – e essa combinação é decisiva.
“A formação (…) não é um luxo – é um imperativo estratégico.”
Acredita que o modelo tradicional de formação executiva está a esgotar-se? Que novas metodologias têm adotado para garantir uma aprendizagem mais eficaz e relevante?
O modelo do “professor que fala e do aluno que ouve” já não serve. Hoje, os executivos querem aplicar, desafiar, questionar e tempo bem investido. Por isso, introduzimos metodologias ativas, simulações, trabalho em equipa, peer learning, acompanhamento individual e blended learning. A aprendizagem tornou-se dinâmica e útil. Tudo o que não ajuda a resolver problemas reais está a mais, a menos que contribua para pensamento abstrato ou crítico.
Como pode a formação ser uma vantagem competitiva num cenário económico e tecnológico em constante mudança?
Sempre que prepara pessoas para pensar melhor, decidir mais depressa e executar com impacto. É isso que distingue empresas que prosperam das que apenas sobrevivem. A formação permite antecipar, adaptar,
contextualizar e liderar, evitando estagnação. Não é luxo – é um imperativo estratégico.
Que tendências entende como essenciais para o futuro da formação de executivos e desenvolvimento de talento?
Customização, tecnologia com propósito, foco no impacto real, desenvolvimento de competências humanas e aproximação contínua entre academia e empresas. A formação deve ser um espaço de utilidade máxima: onde se aprende o que é preciso, como é preciso, quando é preciso, e onde se regressa sempre que necessário.
Artigo publicado na edição 160 da RHmagazine, referente aos meses de setembro e outubro de 2025
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