Qual tem sido o papel do ISQ Academy no desenvolvimento de competências em Portugal? O ISQ Academy tem uma longa e robusta história no desenvolvimento das competências em Portugal e nos PALOP. De facto, desde 1965 que o ISQ assumiu a missão de capacitar as pessoas e as organizações em competências com valor nacional e internacional, muito focadas na tecnologia e únicas em Portugal. Surgem nessa época as primeiras pós-graduações de Gestão da Qualidade, Engenharia de Soldadura e Gestão da Manutenção.
As soluções de formação evoluíram, na década de 90 surge o e-learning no ISQ, muitos cursos para gestores, chefias, operadores, instaladores, inspetores e também para jovens e desempregados.
Atualmente, 80 por cento da formação entregue pelo ISQ é totalmente à medida do cliente, entre presencial hands on, live training e e-learning, e o nosso catálogo de formação contínua e avançada é muito vasto, holístico, virado para a transformação, certificação e valorização de cada pessoa, potenciando um plano de desenvolvimento de carreira.
Formamos anualmente perto de 25.000 pessoas, em Portugal e mais de 10 países no mundo, e desenhamos e implementamos projetos de gestão de talentos e academias, de A a Z, “chave na mão”, com foco nas competências, mudança e melhoria da produtividade.
Enquanto prestadores de formação, que medidas e novidades desenvolveram para este que é o Ano Europeu das Competências?
O ISQ Academy tem uma grande quota de responsabilidade neste Ano Europeu das Competências e na já tradicional Semana Europeia para as Competências, pois somos, incluindo eu própria, advisors e influencers na Comissão Europeia e em outras instituições europeias.
Estamos a fazer “better and faster”, com foco nas competências emergentes, para alcançar as metas de transição verde e digital, grandes áreas de expertise no ISQ.
E que áreas são essas?
Apoio às empresas nos seus processos de digitalização 4.0 e de melhoria de processos e, também, no modelo de governance ESG – com foco nas pessoas, ambiente e governance/gestão, suportado na tecnologia e alinhado com a estratégia. O propósito é centrado na felicidade de cada ativo humano (humanizar pela tecnologia).
Design de novos cursos para a digitalização 4.0, sobretudo industrial e “greenification” nas áreas de energias renováveis (incluindo hidrogénio), sustentabilidade, economia circular, eficiência energética, tudo isto com mais microcredenciais e capitalização de formação não formal (como onjob, peer learning, comunidades de aprendizagem, etc.).
Temos de fazer a mudança para capacitação das pessoas, o “greenefication” e a digitalização do país e das empresas portuguesas para podermos apostar nos líderes, continuar a atrair jovens e adultos, e evitar o brain drain, quiet quitting e descapitalização empresarial.
Artigo publicado na edição 145 da RHmagazine, referente aos meses de março e abril