ASSINAR NEWSLETTER
Domingo, Novembro 1, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

Artigo: O fim da avaliação de desempenho

Ana Silva Por Ana Silva
6 de Dezembro, 2017
em ARTIGOS TÉCNICOS
0
Artigo: O fim da avaliação de desempenho
181
Partilhas
2k
Visualizações

Utopia? Ou um futuro inevitável?

 

Autor:
Gonçalo Gil Mata
Managing Partner at MIND4TIME

O contexto da revolução

Novo ano, e uma vez mais o laborioso processo da Avaliação de Desempenho inunda um grande número de organizações. Perante o implacável policiamento RH, mais ou menos alavancado pela necessidade de calcular prémios, aumentos e promoções, as chefias lá acabam por aceder a desviar o foco do negócio para dedicar umas horas valentes à bem intencionada tentativa de medir/gerir performance. A título de exemplo, em 2015, antes de abandonar o método, a Deloitte – com os seus 65.000 colaboradores – estimava investir 1.8 Milhões de horas anuais na sua rigorosa odisseia interna de avaliação.

É difícil trabalharmos de forma empenhada sem um bom feedback. Os objetivos de uma Avaliação de Desempenho tendem justamente a centrar-se em áreas como o reconhecimento do esforço e do contributo de cada um, a definição de melhorias e áreas de desenvolvimento individual, o planeamento do futuro e o alinhamento estratégico com os objetivos organizacionais. Intenções louváveis e estruturantes na relação de cada colaborador com o seu trabalho, e também com a sua chefia.

Como todos sabemos, porém, um número alarmante de colaboradores terminam o seu processo de Avaliação de Desempenho reportando fortes sentimentos de descontentamento, injustiça, frustração e desmotivação. Claramente contrários, portanto, ao propósito inicial.

Muitas vezes a Avaliação de Desempenho redunda em desmotivação, contrariando o propósito inicial.

O que estamos então a fazer de errado? Como evitar esta consequência? Que retorno estamos verdadeiramente a tirar deste gigantesco dispêndio de tempo e energia? Que alternativas poderiam ser equacionadas?

Uma tendência global

Estas foram justamente as preocupações que levaram já um número notável de organizações a abandonar o método tradicional da Avaliação de Desempenho anual. Começando como é habitual pelos grandes nomes da tecnologia, como Adobe, IBM, Dell e Microsoft, vimos num passado recente empresas de serviços como a Accenture, Deloitte ou a PWC seguirem a tendência. Mas não faltam exemplos em todos os outros setores, incluindo a banca e até nomes tão tradicionais no âmbito industrial, como a General Electric.

Que viram então os especialistas da gestão de talento e performance destas grandes organizações? Por que quiseram e como conseguiram abandonar aquele que é aparentemente o mais importante – e muitas vezes único – instrumento de regulação de desempenho nas empresas?

Um genial texto de Ashley Goodall e Marcus Buckingham (“Reinventing Performance Management”) – dá-nos pistas importantes nesta matéria, relatando o que se passou na Deloitte para a tomada de decisão. Numa análise objetiva, os responsáveis pelo desenvolvimento de talento concluíram alguns pontos sobre o processo de Avaliação de Desempenho:

  1. consumia um número gigantesco de horas;
  2. tendia a concentrar-se mais no passado do que no futuro;
  3. ofeedback distava demasiado tempo das ações no terreno, falhando o propósito de orientação;
  4. as avaliações – tão dependentes da chefia – tinham uma precisão fraca, e pouco equalizada.

2 principais orientações da mudança

Um dos objetivos desta revolução é orientar o sistema de Avaliação de Desempenho para a ação. Isto é, o que queremos fazer como consequência das pontuações atribuídas? Premiar, promover, deslocar, corrigir, substituir, alienar, recrutar, etc…

Ora, uma vez provado que o sistema de pontuação é tão pouco fiável, porque não saltar o passo da pontuação e perguntar diretamente às chefias:

“se a organização fosse sua, o que faria com este colaborador?”.

O outro objetivo é apontar o sistema ao futuro – mais focado em prevenir próximos passos do que em avaliar passos já dados. E isto tem uma implicação direta na frequência de reuniões e pontos de orientação entre chefia e colaborador. No caso da Deloitte, o sistema acabou por impor no mínimo uma reunião semanal, mas o que considero mais importante é que colocou a responsabilidade destes check-points do lado do colaborador e não da chefia. Isto é, pede-se à chefia a disponibilidade para aceder ao pedido de orientação do colaborador, mas acima de tudo pede-se ao colaborador uma sensibilidade mais apurada para pedir feedback quando vir necessário.

Obstáculos culturais

Alinhar nestas tendências requer uma cultura especial. Em Portugal, diria que poucas serão as organizações com o mind-set necessário para uma revolução tão radical do seu sistema.

Por outro lado, um sistema destes assume que o número de check-points regulares para orientar o trabalho da equipa é justamente o centro do trabalho de um líder, e não uma mera tarefa adicional na sua lista. O que pressupõe um dimensionamento confortável da estrutura, que muitas vezes simplesmente não existe. Se temos os líderes ocupadíssimos como principais executores de uma equipa sempre em redline, nunca terão disponibilidade para realizarem bem o trabalho de feedback frequente.

Por outro lado ainda, o nível médio de qualificação dos líderes para um método destes é baixo. Muitas vezes, o trampolim das promoções é a competência técnica. E é fácil encontrar líderes muitíssimo capazes de fazer bem, mas mal preparados para as componentes emocionais de gerir pessoas. Compreender motivação, conflito, identidade, frustração, empenho, e toda a panóplia de instrumentação afim, é complexo. Implementar uma novidade destas no sistema de Avaliação de Desempenho sem primeiro preparar devidamente os profissionais que serão os reais timoneiros da coisa, sairá certamente furado.

Afinal de contas, um colaborador que não reconheça na sua chefia competência de liderança, ou não lhe reconheça a disponibilidade para reunir e orientar, nunca assumirá a responsabilidade de tocar a sineta quando precisar de feedback.

Um momento de liderança 

Independentemente da frequência, e da atualização do método, uma reunião de Avaliação de Desempenho é um momento de liderança por excelência. E enquanto não conseguirmos dotar os líderes de competências superiores no âmbito da gestão emocional e da compreensão dos fundamentos motivacionais que levam cada colaborador a posicionar o seu esforço perante os desafios que se lhe colocam, nunca teremos um bom resultado.

No mínimo, as chefias têm que ser relembrados anualmente, aquando da eminente ronda de avaliações, dos aspetos elementares deste momento de liderança. A saber:

  1. o foco da avaliação é o desempenho, não é a pessoa:evite confundi-los;
  2. o reconhecimento do que foi bem feito é a alavanca da melhoria: comece pelo positivo;
  3. cada colaborador esforça-se diariamente para fazer um bom trabalho, nunca sendo demais reclarificar o que isso significa:use mais exemplos concretos e menos generalizações;
  4. cada colaborador tende a adoptar o comportamento cultural que vê no seu contexto, e em particular no seu líder:avaliar um chefiado é, em parte, avaliar a sua chefia;
  5. um bom desempenho depende do meio, dos processos, do ambiente:avalie também com o colaborador que fatores contextuais podem estar a impedir uma melhor performance.


Em resumo

Existe uma forte tendência global de abandono dos tradicionais processos de Avaliação de Desempenho anual. Entre os principais motivos estão: o enorme custo, a fraca fiabilidade dos resultados, a grande distância temporal e a típica desmotivação consequente.

As orientação da mudança são um maior foco no futuro e não tanto no passado, e a frequência muito maior de feedback, responsabilizando também cada colaborador na sua obtenção.

Estas inovações no método exigem um mind-set evoluído, preparando os líderes nas competências emocionais que o exercício exige, bem como um dimensionamento confortável da estrutura que os liberte da execução para se focarem mais na orientação da equipa.

Independentemente do método, o ponto nevrálgico de melhoria é uma preparação adequada dos líderes para as competências emocionais obrigatórias a estes momentos de avaliação.

 

[posts title=’Outras notícias ‘ count=’2′ layout=’large-grid’][/posts]

Mais sobre ADAvaliaçãodesempenhoEmpresaFuturomudançaOrganizaçãoResultados
Notícia anterior

Kelly Services é certificada pela DGERT enquanto entidade formadora

Notícia seguinte

Katerina Voronkova, responsável de recursos humanos na Aptoide – De start-up a top 3 do mundo!

Recomendamos

Quando a liderança muda de mãos: o que as equipas extremas ensinam às organizações

Quando a liderança muda de mãos: o que as equipas extremas ensinam às organizações

22 de Outubro, 2026
Artigo técnico. Perceções de exploração organizacional: impacto no bem-estar dos trabalhadores

Artigo técnico. Perceções de exploração organizacional: impacto no bem-estar dos trabalhadores

28 de Julho, 2026
Subsídio de férias: quando cumprir a lei exige mais do que aplicar uma fórmula, por Ana Azevedo Payroll Manager

Subsídio de férias: quando cumprir a lei exige mais do que aplicar uma fórmula, por Ana Azevedo Payroll Manager

25 de Junho, 2026
Profissionais adiam mudanças de carreira num mercado de recrutamento transformado pela IA

Profissionais adiam mudanças de carreira num mercado de recrutamento transformado pela IA

25 de Junho, 2026
Quase 40% das empresas em Portugal já estão a preparar-se para a saída dos Boomers

Artigo técnico. O imperativo da longevidade: uma gestão das pessoas para o futuro

12 de Maio, 2026
Artigo técnico. É um chefe helicóptero? A tirania híper-controladora

Artigo técnico. É um chefe helicóptero? A tirania híper-controladora

23 de Março, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
Katerina Voronkova, responsável de recursos humanos na Aptoide – De start-up a top 3 do mundo!

Katerina Voronkova, responsável de recursos humanos na Aptoide - De start-up a top 3 do mundo!

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Estes foram os seis temas críticos que fizeram cair o acordo da reforma laboral

O salário mínimo vai subir em 2027. Saiba quais os três valores em cima da mesa

12 de Outubro, 2026
Coverflex prevê subida nos custos dos seguros de saúde das empresas em Portugal

O seu salário líquido vai aumentar em novembro. Simule aqui quanto vai receber a mais com a descida de 50% do IRS

21 de Outubro, 2026
Desemprego trava nos 5,8% e mercado de trabalho resiste – mas há sinais que não podem ser ignorados

O currículo pode abrir portas, mas há seis fatores que podem decidir uma contratação

30 de Outubro, 2026
Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

30 de Outubro, 2026

Opinião Este artigo Filipa Gameiro, LLH | DBM Portugal. O elo esquecido: os gestores intermédios na transformação organizacional

30 de Outubro, 2026

Agenda de Eventos

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 4
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: People Analytics Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

21 de Outubro, 2026
Da Academia Montepio à Federação Portuguesa de Futebol. O novo desafio de Lurdes Romeiro Serrão

Da Academia Montepio à Federação Portuguesa de Futebol. O novo desafio de Lurdes Romeiro Serrão

13 de Outubro, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');