Como se materializa a aposta nas pessoas dentro da P&C?
A Perfumes & Companhia é uma empresa com uma cultura muito forte, de pendor familiar, que coloca as pessoas no centro da sua estratégia. Acreditamos que o sucesso da empresa é a soma do sucesso de cada um: da sua capacidade de se desenvolver, de se comprometer, de se relacionar com colegas e clientes, de se sentir bem numa empresa que lhe proporciona bem-estar. As políticas de recursos humanos refletem tudo isto.
De que forma têm procurado atrair e reter talento? Que competências considera essenciais nas equipas?
Acreditamos que a resposta está em dizer o que somos e ser o que dizemos. Hoje, as pessoas procuram empresas que lhes proporcionem mais do que uma ocupação ou um salário. Querem consistência, significância e propósito, e reconhecem, em culturas genuínas, transparentes e de proximidade, os ecossistemas onde querem estar. Ninguém quer chefias tóxicas ou ambientes onde não consiga prosperar, não seja desafiado ou onde o mérito não seja reconhecido. É assim que atraímos talento e fidelizamos as nossas pessoas.
As competências essenciais das equipas que queremos connosco prendem-se muito mais com o comportamento do que com a técnica. Valorizamos alguém com curiosidade, gosto pelo desenvolvimento e inovação. Claro que não afastamos o conhecimento adquirido ao longo da vida – aliás, recrutamos frequentemente pessoas acima dos 50 anos -, a experiência, o pensamento crítico ou a flexibilidade.
A empresa atravessa um momento de transformação, com novos conceitos de loja e uma cultura renovada. Que papel terá a área de People & Culture nesta nova etapa e que metas traçaram até 2026?
Numa fase de transformação, a área de People & Culture assume um papel central como agente de mudança e guardiã da cultura. O principal desafio prende-se com a preparação das pessoas para o futuro, com a promoção de uma comunicação transparente, novas competências e uma liderança empática e inspiradora. As metas que traçámos acompanham o crescimento do negócio, em número de elementos, mas, sobretudo, nos desafios que este mercado tem pela frente, com a entrada de novos players, a presença do digital ou a exigência e conhecimento mais aprofundado do consumidor, que nos obriga a atualizações constantes.
Em 2026, ambicionamos consolidar uma cultura de aprendizagem contínua, reforçar a modernização e a digitalização/automatização de processos, garantir um maior entrosamento entre equipas e a utilização de dados para apoiar decisões estratégicas. O sucesso desta nova etapa dependerá da capacidade que tivermos em alinhar propósito, talento e resultados, garantindo que a transformação é sustentada pelas pessoas e para as pessoas.
Artigo publicado na edição 161 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2025
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