Autora: Beatriz Álvares Ribeiro, HR Generalist da iad Portugal
Até que ponto a felicidade é importante no local de trabalho? É possível criar um ambiente de trabalho feliz? Estas questões têm de fazer parte do dia a dia de quem gere os recursos humanos de uma empresa.
A resposta à primeira pergunta é: se não é, deveria ser. Isto, porque recentes estudos sobre o bem-estar no local de trabalho são bastante evidentes nas suas conclusões. A felicidade no trabalho é um aspeto diferenciador das empresas de maior sucesso. Um estudo da Warwick University, do Reino Unido, concluiu que trabalhadores felizes são 20% mais produtivos do que os não satisfeitos – o que significa que criar um ambiente feliz traz vantagens, tanto para o trabalhador como para a empresa.
Não nos podemos esquecer que a maioria das pessoas passa grande parte do seu tempo a trabalhar e a interagir com os seus colegas. Por isso, é fundamental que o colaborador se sinta bem onde trabalha e que se identifique com o ambiente e com a equipa. Parte de cada um a vontade de se integrar no grupo, mas é da responsabilidade dos recursos humanos fomentar o bem-estar e a felicidade no trabalho.
Trabalhadores felizes são 20% mais produtivos do que os não satisfeitos (Warwick University)
Não é de estranhar que, nos dias de hoje, quem procura trabalho tenha várias exigências que vão bem para além das condições salariais. Daí que o bem-estar no trabalho tenha assumido uma importância primordial para quem procura um novo desafio profissional. Se o colaborador estiver motivado com as funções que desempenha, mas não se identificar com o ambiente, com a equipa, e se não existirem recursos humanos atentos e presentes, nada haverá que o fidelize àquela empresa e, mais tarde ou mais cedo, acabará por sair. É, pois, de extrema relevância que as empresas conheçam os seus colaboradores, de forma a proporcionarem condições que contribuam para uma maior satisfação das equipas.
O reconhecimento e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal são alguns dos fatores que contribuem para que os colaboradores se sintam mais felizes e realizados e as empresas têm a chave na mão para que isso possa acontecer, implementando uma série de ações para que os trabalhadores se “sintam em casa”, mesmo quando estão a desempenhar as suas funções profissionais. A iad cria momentos que “mexem” com os colaboradores, como sunsets, concursos e os “iad crazy minutes”, que semanalmente reúnem a equipa para 30 minutos de descontração e diversão. São momentos cruciais para se conhecer o perfil dos colaboradores num contexto diferente e que ajudam a perceber a interação das equipas.
O reconhecimento e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal são alguns dos fatores que contribuem para que os colaboradores se sintam mais felizes e realizados
Também a dinâmica do espaço de trabalho é muito relevante hoje em dia e sofreu grandes reflexões após a pandemia com regimes de trabalho remoto ou híbrido. Por exemplo, o sistema de hotdesk, em que não há lugares fixos para cada colaborador, e áreas de trabalho menos rígidas e mais informais, que implementámos na iad Portugal, têm promovido uma maior partilha de conhecimentos, ideias e experiências entre elementos de diferentes departamentos.
Sim, é possível criar um ambiente de trabalho saudável e feliz. Empresas de referência em todo o mundo têm implementado, com sucesso, medidas a pensar no bem-estar dos colaboradores e são reconhecidas por criar um ambiente de trabalho seguro, onde todos têm espaço para crescer e onde muitos gostariam de trabalhar. Este mindset contribui claramente para a retenção de talento, outro dos grandes desafios do mundo laboral nos dias que correm.
A certificação “Happy At Work” atribuída recentemente à iad Portugal, com uma taxa de recomendação de 92% e um resultado global de 4.52/5 veio comprovar que estamos no bom caminho, embora saibamos que o foco terá de se manter na promoção do bem-estar dos colaboradores para que felicidade e trabalho possam viver de mãos dadas.
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E a Beatriz dinamiza muito bem as atividades de bem estar da equipa iad 😉
Muitos parabéns pelo artigo Beatriz!
Sem dúvida um dos aspetos mais cruciais nos tempos em que vivemos.
A iad estará, com certeza, uns passos à frente da sua “concorrência”.