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número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a cair em abril, mantendo a tendência de descida que se tem vindo a verificar nos últimos meses. Segundo os dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), estavam registadas 283.290 pessoas desempregadas nos serviços de emprego do Continente e regiões autónomas, menos 9,7% do que no mesmo mês do ano passado.
Face a março, a descida foi de 4,2%, o equivalente a menos 12.466 pessoas inscritas. Os dados mostram que o desemprego registado continua a recuar, sobretudo entre os inscritos há menos de 12 meses, os que procuram novo emprego e os desempregados com mais de 25 anos. Em termos homólogos, havia menos 30.333 desempregados registados do que em abril de 2025.
Segundo o IEFP, os desempregados inscritos representam 66,1% do total de 428.304 pedidos de emprego registados nos serviços públicos.
Norte lidera descida do desemprego
A redução do desemprego foi transversal a todas as regiões do país, embora com intensidades diferentes. As maiores quedas homólogas registaram-se no Norte (-13,1%), na Madeira (-12,9%) e nos Açores (-12,2%). Já na comparação com março, o Algarve destacou-se pela descida mais acentuada (-23,3%), numa altura em que a aproximação da época alta do turismo tende a impulsionar a contratação sazonal.
Entre os grupos profissionais mais representativos entre os desempregados registados no continente continuam a surgir os “trabalhadores não qualificados” (29,8%), seguidos dos “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (19,8%), dos “especialistas das atividades intelectuais e científicas” (11%) e do “pessoal administrativo” (10,4%).
Apesar da descida do desemprego, os dados mostram também um abrandamento na dinâmica das ofertas de emprego e das colocações realizadas através dos centros de emprego. Em abril, o IEFP recebeu 11.919 ofertas de emprego em todo o país, um número inferior em 12,3% ao registado no mesmo período do ano passado e 18,9% abaixo do verificado em março.
No final do mês, existiam 16.458 ofertas de emprego por satisfazer, menos 2,2% em termos homólogos, mas mais 2,6% face ao mês anterior. Já o número de colocações realizadas pelos serviços de emprego atingiu as 9.051, traduzindo uma quebra de 3,2% em comparação com abril de 2025 e de 10,7% face a março. As colocações concentraram-se sobretudo nos “trabalhadores não qualificados” (43,6%), nos “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores” (19,2%) e nos “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (9,5%).
Beneficiários de prestações de desemprego em mínimos desde outubro
Também o número de beneficiários de prestações de desemprego voltou a recuar em abril. Segundo os dados divulgados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, existiam 184.148 beneficiários, menos 6,1% do que no mesmo mês do ano anterior. Face a março, a descida foi de 5,3%. Trata-se do valor mais baixo desde outubro de 2025, mês em que estavam registados 179.163 beneficiários, de acordo com a análise da Lusa aos dados disponíveis.
O subsídio de desemprego abrangia, em abril, 148.427 beneficiários, menos 4,9% em termos homólogos e menos 5,8% face ao mês anterior. “O valor médio mensal do subsídio de desemprego em abril foi de 752,05 euros, representando uma variação anual positiva de 8,4%”, nota o GEP.
Já o número de beneficiários do subsídio social de desemprego inicial caiu 26,5% em comparação com abril do ano passado, totalizando 6.597 beneficiários. O subsídio social de desemprego subsequente abrangia 20.055 beneficiários, menos 6,4% do que há um ano.
Os dados mostram ainda que as prestações de desemprego continuam a ser maioritariamente atribuídas a mulheres: em abril existiam 105.752 beneficiárias, face a 78.396 homens.
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