ASSINAR NEWSLETTER
Terça-feira, Novembro 3, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

Querer mudar (já) não chega: o desafio da liderança adaptativa nas organizações

Mudar tornou-se inevitável para a maioria das empresas. Adaptar-se, porém, continua a ser um desafio. Para Tânia Dimas, especialista em liderança adaptativa, a diferença entre gerir projetos de transformação e criar organizações capazes de evoluir de forma consistente está na forma como se lideram as pessoas e se constroem culturas preparadas para lidar com o imprevisto.

Ana Rita Rebelo Por Ana Rita Rebelo
22 de Maio, 2026
em DESTAQUES, TENDÊNCIAS RH
0
Vistage cria programa de IA para ajudar líderes portugueses
10
Partilhas
106
Visualizações
“Gerir a mudança é garantir que os projetos sejam cumpridos nos prazos com o menor custo possível. Muitas vezes faz-se à custa do esforço das pessoas, de poucas horas de descanso, de conflitos e mal-entendidos causados pela pressão”, começa por lamentar Tânia Dimas, especialista em liderança adaptativa, à RHmagazine. Já a liderança adaptativa exige outro tipo de posicionamento: “É um líder que compreende, ouve, mostra o caminho e apoia. Mais do que gerir projetos, ajuda as pessoas a perceber para onde vão e porque é que a mudança é necessária”, acrescenta.

Essa diferença manifesta-se em comportamentos concretos. Os líderes que marcam a diferença em períodos de transformação são, muitas vezes, aqueles que fazem perguntas às equipas e aos seus pares, e que permanecem presentes no terreno. “Os líderes têm de estar próximos das equipas. Não conseguem perceber o que está a acontecer se estiverem sempre fechados em reuniões.” E “só os líderes presentes conseguem tirar o ‘sempre foi assim’ da frente”, defende. Além disso, mantêm o foco no que é relevante para o negócio, evitam dispersão e procuram desbloquear obstáculos do dia a dia das equipas.

Tânia Dimas, especialista em liderança adaptativa

Ainda assim, muitas organizações continuam presas a dinâmicas que dificultam a adaptação. Um dos problemas mais frequentes é o excesso de foco na execução imediata, que faz perder de vista o propósito coletivo. E, quando essa clareza desaparece, a motivação tende a diminuir, mesmo entre profissionais talentosos. “Tenho encontrado pessoas com imenso talento e vontade de fazer mais, mas sem energia ou motivação. Muitas vezes sabem que a empresa está a mudar, mas não percebem exatamente para quê.”

Outro fenómeno recorrente é, segundo a própria, a fragmentação entre áreas organizacionais. Em vez de colaboração, surgem dinâmicas de competição que alimentam conflitos e ineficiências. “As diferentes áreas da empresa não se entendem. Muitas vezes trabalham lado a lado e passam mais tempo a refilar.”

Neste processo, os recursos humanos (RH) assumem um papel determinante na clarificação da cultura organizacional. Tânia Dimas reconhece que muitas vezes não existe uma resposta consensual. Inspirando-se na definição do investigador Edgar Schein, recorda que a cultura se traduz essencialmente nos comportamentos tolerados dentro da organização. “Aquilo que realmente define a cultura não são os valores escritos, mas aquilo que a organização aceita ou deixa passar.”

Conversas que fazem diferença

Para fortalecer culturas mais adaptativas, sugere práticas simples, mas consistentes. Entre elas, momentos regulares de comunicação com toda a organização, onde se expliquem estratégias, mudanças e projetos. “Não pode ser um e-mail”, avisa.

Ao nível das equipas, reuniões individuais entre líder e colaborador podem também desempenhar um papel relevante, desde que tenham um propósito claro e contribuam para gerar confiança. A comunicação surge, aliás, como um dos fatores mais críticos em períodos de mudança. Tânia Dimas refere que muitas organizações continuam a privilegiar uma lógica meramente informativa, marcada por longas mensagens que acabam por se perder no fluxo de trabalho. Porém, como sublinha, “comunicar não é apenas enviar informação. É garantir que as pessoas percebem o que está a acontecer e como podem contribuir”.

Feedback contínuo como prática cultural

Também o feedback desempenha um papel central na construção de culturas adaptativas. Mais do que um
momento formal associado à avaliação de desempenho, deve ser uma prática contínua no quotidiano das equipas e, de acordo com a especialista, pode assumir três formas principais: orientação, correção e reforço. Esta última, admite, é muitas vezes esquecida, apesar de ser essencial para consolidar comportamentos positivos.

Num horizonte de médio prazo, Tânia Dimas acredita que os diretores de RH terão de concentrar esforços
no desenvolvimento de competências humanas. A crescente presença da tecnologia nas empresas exigirá cada vez mais capacidade de colaboração, decisão e prevenção de problemas.

Ao mesmo tempo, será essencial tornar o propósito e os valores organizacionais mais presentes nas decisões do dia a dia. Caso contrário, correm o risco de permanecer apenas como declarações formais. “Ainda sinto que os valores são apenas palavras bonitas que estão nos sites das empresas.”

Sinais invisíveis da cultura

Neste esforço de preparação do futuro, a especialista defende que, para além das métricas clássicas, como
absentismo, rotatividade ou resultados de inquéritos internos, é importante observar fenómenos do quotidiano das organizações: o número de horas passadas em reuniões, cadeias intermináveis de e-mails sobre o mesmo assunto, a participação em eventos facultativos ou a facilidade com que as pessoas intervêm nas reuniões. “Às
vezes percebemos muito sobre a cultura de uma empresa observando coisas simples: quantas reuniões existem, quantos e-mails circulam sobre o mesmo tema ou quem se sente confortável para falar.”

Outro sinal de capacidade adaptativa está na forma como as pessoas evoluem dentro da organização. Quando a cultura é frágil, a reação tende a ser simples: ou as pessoas mudam de empresa ou passam a adotar comportamentos defensivos.

Pelo contrário, em contextos onde existe clareza estratégica e confiança na liderança, as equipas tendem a aceitar novas formas de trabalhar, novos sistemas, processos ou exigências regulatórias com maior abertura. A adaptação deixa de ser apenas uma reação à mudança e passa a fazer parte do funcionamento natural da organização.

Para a especialista, este é também um momento decisivo para repensar o desenvolvimento das lideranças. A crescente complexidade dos contextos organizacionais exige líderes capazes de pensar de forma analítica, antecipar problemas e promover colaboração entre áreas. “Cada vez mais vamos precisar de líderes que saibam ligar pessoas, ideias e áreas diferentes da organização.”

“A invasão da tecnologia nas empresas vai exigir cada vez mais capacidade para levar pessoas a colaborar, a decidir e a prevenir problemas”, afirma. Ao mesmo tempo, será fundamental reforçar competências de comunicação intercultural e trazer os valores organizacionais para o centro das decisões quotidianas.

O papel estratégico dos DRH

Neste cenário, os DRH assumem um papel particularmente estratégico, não apenas na definição de políticas e processos, mas também na criação de condições para que as lideranças se desenvolvam e evoluam. Preparar as organizações para os próximos anos implicará, por isso, um trabalho articulado entre estratégia de negócio e gestão de talento, antecipando as competências que serão necessárias e criando planos de sucessão, formação e integração ajustados a esse futuro.

A especialista partilha ainda uma convicção clara: por mais avançados que sejam os sistemas e as tecnologias, o fator humano continuará a ser determinante para o sucesso das organizações. “Ainda acredito que a parte humana do negócio é que o faz retardar ou andar.”

Líderes à prova de mudança

  • Dá contexto às mudanças;
  • Escuta e compreende as equipas;
  • Mantém presença no terreno;
  • Reduz obstáculos do dia a dia.

Artigo publicado na edição 163 da RHmagazine, referente aos meses de março e abril de 2026


Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI

Mais sobre colaboraçãocompetências humanascomunicaçãoConfiançacultura organizacionalDesenvolvimento de LiderançaDRHfeedbackGestão de equipasliderançaliderança adaptativarecursos humanosRHTânia DimasTransformação organizacional
Notícia anterior

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego recua 9,7%

Notícia seguinte

Conheça o top 10 das empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal (e o que têm em comum)

Recomendamos

O maior desafio da transparência salarial pode não estar nos números, mas nas justificações a dar. Três responsáveis de RH explicam porquê

O maior desafio da transparência salarial pode não estar nos números, mas nas justificações a dar. Três responsáveis de RH explicam porquê

3 de Novembro, 2026
Entrevista a Maria-Teresa Moreira e Marcela Uribe, ADP. Entre dados e pessoas, o que sobra para os RH?

Entrevista a Maria-Teresa Moreira e Marcela Uribe, ADP. Entre dados e pessoas, o que sobra para os RH?

2 de Novembro, 2026
A fasquia subiu! O que as empresas exigem aos juniores está a mudar, avisa a PwC

Geração Z procura motivos para não emigrar. O que podem os RH fazer antes que seja tarde?

2 de Novembro, 2026
O Lidl tinha muitos benefícios, mas havia algo que não estava a funcionar. Clara Estanqueiro revela o quê no podcast “Pessoas & Talento”

O Lidl tinha muitos benefícios, mas havia algo que não estava a funcionar. Clara Estanqueiro revela o quê no podcast “Pessoas & Talento”

2 de Novembro, 2026
Teresa Beleza chega aos RH da NOVA Medical School. Descubra o percurso que a levou até aqui

Teresa Beleza chega aos RH da NOVA Medical School. Descubra o percurso que a levou até aqui

2 de Novembro, 2026
Desemprego trava nos 5,8% e mercado de trabalho resiste – mas há sinais que não podem ser ignorados

O currículo pode abrir portas, mas há seis fatores que decidem uma contratação

30 de Outubro, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
Conheça aqui os líderes empresariais e sociais com melhor reputação em Portugal em 2025

Conheça o top 10 das empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal (e o que têm em comum)

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Estes foram os seis temas críticos que fizeram cair o acordo da reforma laboral

O salário mínimo vai subir em 2027. Saiba quais os três valores em cima da mesa

12 de Outubro, 2026
Coverflex prevê subida nos custos dos seguros de saúde das empresas em Portugal

O seu salário líquido vai aumentar em novembro. Simule aqui quanto vai receber a mais com a descida de 50% do IRS

21 de Outubro, 2026
O maior desafio da transparência salarial pode não estar nos números, mas nas justificações a dar. Três responsáveis de RH explicam porquê

O maior desafio da transparência salarial pode não estar nos números, mas nas justificações a dar. Três responsáveis de RH explicam porquê

3 de Novembro, 2026
Entrevista a Maria-Teresa Moreira e Marcela Uribe, ADP. Entre dados e pessoas, o que sobra para os RH?

Entrevista a Maria-Teresa Moreira e Marcela Uribe, ADP. Entre dados e pessoas, o que sobra para os RH?

2 de Novembro, 2026
A fasquia subiu! O que as empresas exigem aos juniores está a mudar, avisa a PwC

Geração Z procura motivos para não emigrar. O que podem os RH fazer antes que seja tarde?

2 de Novembro, 2026

Agenda de Eventos

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Seminários: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 4
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: People Analytics Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

Teresa Beleza chega aos RH da NOVA Medical School. Descubra o percurso que a levou até aqui

Teresa Beleza chega aos RH da NOVA Medical School. Descubra o percurso que a levou até aqui

2 de Novembro, 2026
Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

21 de Outubro, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');