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Leroy Merlin, a Natixis, a Codacy e a Uphold estão entre as empresas distinguidas na segunda edição dos Prémios da Compensação 2026, uma iniciativa promovida pela Coverflex que reconhece práticas de compensação, benefícios, bem-estar, inovação e inclusão no contexto laboral. A cerimónia decorreu recentemente, em Lisboa, e reuniu mais de 180 participantes, entre finalistas, especialistas em gestão de pessoas e representantes do meio empresarial.
Os prémios distinguiram empresas e profissionais em oito categorias, distribuídas por duas áreas: empresas e pessoas. No caso das organizações, a avaliação teve em conta a sua dimensão, com distinções para pequenas empresas (entre um e 50 colaboradores), médias empresas (entre 51 e 250) e grandes empresas (mais de 250).
As candidaturas, abertas tanto a clientes da Coverflex como a organizações sem qualquer ligação à tecnológica, foram avaliadas por um júri de sete especialistas. Cada empresa apresentou respostas a um conjunto de perguntas sobre a sua estratégia de compensação, acompanhadas de documentação de suporte.
Eis os vencedores:
Categoria Empresas
Melhor Política de Compensação
- Pequenas empresas: Subvisual
- Médias empresas: Teva Pharmaceuticals
- Grandes empresas: Leroy Merlin
Líder em Literacia Financeira
- Pequenas empresas: Nearsoft
- Grandes empresas: Asseco PST Portugal
Líder em Transparência na Compensação
- Pequenas empresas: Nutrium
- Médias empresas: Codacy
Líder em Inovação na Compensação
- Pequenas empresas: Volt Games
- Médias empresas: Carwow
- Grandes empresas: Uphold
Líder em Compensação com Impacto Social
- Pequenas empresas: Onile IT
- Médias empresas: The Equator Company
- Grandes empresas: Natixis
Categoria Pessoas
- Embaixadora da Compensação: Ana Correia, Talent Acquisition Lead do Zühlke Group
- Embaixadora de Diversidade e Inclusão: Rita Mendes, People Manager da Present Technologies
- Embaixadora de Inovação para Pessoas: Ana Correia, Talent Acquisition Lead do Zühlke Group

As práticas em destaque
Além de distinguir os vencedores, a segunda edição dos Prémios da Compensação permitiu conhecer algumas das políticas de remuneração, benefícios e bem-estar implementadas pelas empresas candidatas. Entre as iniciativas apresentadas estão medidas de apoio financeiro, mecanismos de transparência salarial e soluções destinadas a trabalhadores em situações de maior vulnerabilidade.
Benefícios flexíveis e segurança financeira
- Atribuição de um orçamento anual de utilização livre, sem categorias obrigatórias, complementado por verbas específicas para saúde, apoio psicológico, parentalidade e emergências pessoais;
- Criação de fundos de apoio a emergências financeiras, que já permitiram ajudar colaboradores afetados por tempestades;
- Monitorização detalhada da utilização dos benefícios disponibilizados aos trabalhadores.
Liderança e cultura de compensação
- Implementação de políticas de remuneração com auditorias e mecanismos de recurso;
- Integração de sugestões dos colaboradores em decisões concretas, desde alterações nos espaços de trabalho até à revisão do subsídio de refeição e à reestruturação dos seguros de saúde;
- Realização de sessões abertas de perguntas e respostas com o CEO, o CFO e o diretor de recursos humanos (RH), acessíveis a todos os colaboradores.
Bem-estar e saúde física e mental
- Disponibilização de acompanhamento psicológico através de mensagens diretas no Slack, durante o horário de trabalho e sem necessidade de marcação prévia;
- Criação de serviços internos de health coaching e de apoio psicológico disponível 24 horas por dia, extensível aos familiares;
- Manutenção de 100% do salário em situações de doença oncológica;
- Preservação da elegibilidade para prémios durante períodos de baixa médica até 30 dias consecutivos.
Equidade e transparência salarial
- Definição de um limite de 5% para as diferenças salariais entre trabalhadores que desempenham a mesma função;
- Disponibilização de calculadoras salariais públicas, acessíveis também a candidatos externos, com revisões semestrais;
- Utilização de simuladores salariais nos processos de recrutamento e de gestão de RH para identificar diferenças remuneratórias entre homens e mulheres, função a função.
Diversidade, inclusão e apoio a trabalhadores vulneráveis
- Adoção de horários flexíveis e regimes de trabalho remoto ou híbrido para colaboradores com responsabilidades de cuidado, incluindo pais e trabalhadores que acompanham familiares idosos ou dependentes;
- Implementação de modelos de avaliação de desempenho centrados nos resultados, em vez da presença física no local de trabalho;
- Definição de metas para aumentar a representação feminina em funções técnicas e de liderança;
- Adaptação de espaços físicos e digitais a diferentes necessidades religiosas e relacionadas com a maternidade;
- Criação de planos de apoio a trabalhadores com incapacidade igual ou superior a 60%, incluindo seguro de saúde gratuito e contribuições adicionais para a pensão;
- Implementação de mecanismos de proteção a vítimas de violência doméstica, com até 60 dias de faltas remuneradas, apoio na mudança de residência e atribuição de um salário adicional.
O comunicado de imprensa da Coverflex não identifica as empresas responsáveis por cada iniciativa.
Para Inês Odila, Country Manager da Coverflex em Portugal, o desafio passa agora por perceber se estas políticas produzem os resultados pretendidos. “O mercado de trabalho português está a mudar. Há uma exigência crescente por maior transparência salarial, mais atenção ao bem-estar das equipas e propostas de compensação cada vez mais diversificadas. É preciso continuar este caminho e perceber se aquilo que as empresas oferecem está, de facto, a responder às necessidades das pessoas e a produzir o impacto esperado”, afirma.
A responsável acrescenta ainda que: “Encontrámos empresas que estão a dar passos concretos nesse sentido: a transformar boas intenções em políticas, processos e mecanismos que podem ser acompanhados e medidos ao longo do tempo. É esta passagem da intenção para a ação, e da ação para o impacto, que mostra como a compensação está a assumir um papel cada vez mais estratégico nas organizações”.
O júri desta edição foi composto por Ana Teresa Porfírio, Vice President HR, Specialty & Primary Care BU da Recordati; Carina Meireles, Especialista em Finanças Pessoais e Empresariais, Formadora e Docente; Hugo de Sousa, CEO da Mars Shot – Redefining Limits; Isabel Moço, Coordenadora e Docente Universitária na Universidade Europeia; Marisa Mercês, VP of People da Coverflex; Marioneta Ledo, Diretora de Compensação e Benefícios Portugal da Jerónimo Martins; e Rui Mendes da Costa, Diretor Corporativo de Pessoas e Cultura da Águas de Portugal.
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