As empresas que operam em regime totalmente remoto estão a contratar menos profissionais em início de carreira do que as organizações que mantêm modelos presenciais ou híbridos, avança o Wall Street Journal (WSJ), que cita um estudo da London School of Economics sobre o impacto do trabalho à distância no recrutamento de jovens talentos.
Segundo o jornal norte-americano, a tendência surge numa altura em que as taxas de contratação de profissionais em início de carreira já vinham a registar uma quebra. No entanto, o estudo indica que é mais acentuada entre as empresas que funcionam sem espaço físico.
O WSJ refere que uma das explicações poderá estar relacionada com o processo de aprendizagem dos trabalhadores mais jovens. Nos primeiros anos de carreira, a observação de colegas mais experientes, a participação em reuniões e a criação de redes de contacto dentro das organizações continuam a desempenhar um papel importante no desenvolvimento profissional.
O jornal nota que a ausência de contacto presencial regular pode dificultar esse processo, uma vez que profissionais em início de carreira tendem a depender mais da proximidade com as equipas para desenvolver competências técnicas e comportamentais, compreender a cultura organizacional e ganhar autonomia.
O estudo citado pelo WSJ sugere, por isso, que alguns dos mecanismos de aprendizagem informal que tradicionalmente ocorrem no local de trabalho podem tornar-se mais difíceis de reproduzir em ambientes totalmente remotos.
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