Para além da preocupação com as competências dos seus colaboradores, a formação representa para a Deco Proteste também uma ferramenta determinante para captar e reter talento.
T
omando como referência a Academia Deco Proteste, que importância a Deco atribui à formação na sua política de recursos humanos?
A área de Learning & Development, alicerçada na Academia Deco Proteste, é um dos eixos estratégicos de recursos humanos. É a área que nos permite garantir o desenvolvimento e crescimento das nossas equipas, preparar as pessoas para as mudanças e exigências que o mercado impõe, desenvolver competências comportamentais, competências técnicas, competências de liderança, etc. A Academia, pela sua estrutura e posicionamento dentro da empresa, permite-nos um conhecimento transversal das necessidades de desenvolvimento em todas as áreas e desenhar ações dedicadas que se traduzem em verdadeira capacitação dos nossos colaboradores.
Que competências disponibilizam aos vossos colaboradores? São competências especializadas para uso interno na empresa ou mais gerais?
Desenvolvemos todo o tipo de competências – comportamentais, ligadas ao modelo de competências da Deco Proteste, técnicas, de liderança, etc. Por exemplo, temos programas de gestão e liderança a decorrer, feitos à medida, dedicados aos nossos managers e a colaboradores identificados com potencial. Durante a pandemia, implementámos programas para o desenvolvimento de competências para melhor adaptação ao teletrabalho; temos formações e certificações técnicas na área de IT, por exemplo; temos desenvolvido vários programas dedicados a áreas específicas; e ainda temos as formações mais transversais, como, por exemplo, gestão do tempo, HST, Power BI, língua inglesa. São formações que partem de necessidades reais e que estão totalmente alinhadas com a estratégia, o contexto e a operacionalização da função, devolvendo valor à empresa e, por isso, incrementando a qualidade dos serviços que disponibilizamos aos nossos subscritores.
Até que ponto a formação e o desenvolvimento são benefícios essenciais para conseguir reter talento nos dias de hoje?
Sim. A formação é, hoje, uma ferramenta determinante não só para a retenção de talento, mas também para a sua atração. Um planeamento cuidado – que parte das necessidades do negócio, mas que tem em linha de conta as necessidades das pessoas e que se preocupa em otimizar estas duas dimensões – é claramente reconhecido e valorizado. O valor que a formação acrescenta é, por isso, também imaterial: potencia a satisfação dos colaboradores, contribui para o atingimento dos seus objetivos no trabalho, mas também pessoais, tornando-se, sem dúvida, num mecanismo de retenção.
A academia permite-nos um conhecimento transversal das necessidades de desenvolvimento em todas as áreas e desenhar ações dedicadas que se traduzem em verdadeira capacitação dos nossos colaboradores
De que forma a Deco Proteste tem ajustado a sua política de formação ao trabalho híbrido e às competências digitais que este exige?
Até 2020, a formação que tínhamos era maioritariamente presencial. Com o início da pandemia, e em apenas alguns dias, tivemos que adaptar os programas planificados no âmbito da Academia para o formato online: e-learning em alguns casos, e, na maior parte, em live training. Além disso, implementámos programas dedicados a todos os colaboradores para o desenvolvimento de competências para melhor adaptação ao teletrabalho, quer para líderes (lideranças mais empáticas e orientadas para gestão de equipas remotas), quer para colaboradores (desenvolvimento de competências de automotivação, planeamento, cooperação em modelo remoto). Desenvolvemos ainda um LMS. E atualmente, com o fim da pandemia, voltámos a ter formação presencial, mas mantemos paralelamente algumas ações de formação em formato híbrido.
Desenvolveram alguma estratégia ou modelo de trabalho para evitar ou mitigar a perda da aprendizagem interpessoal decorrente do teletrabalho, da distância entre os colaboradores?
Durante o período de teletrabalho, tentámos ao máximo mitigar os efeitos da perda de contacto entre as equipas, e entre os colaboradores e a organização. Os circuitos que ativámos e os procedimentos que incentivámos na gestão de equipas permitiram-nos manter a coesão e não perder conhecimento. Fomentámos os contactos online entre equipas através de reuniões mais frequentes, organizámos eventos, desenhámos e implementámos programas de formação para todos os colaboradores e desenvolvemos semanas temáticas. Atualmente, e de forma a promover a colaboração, a comunicação e o trabalho de equipa, a Deco Proteste tem um modelo híbrido de trabalho, que nos permite ter 8 a 10 dias por mês de teletrabalho (de forma flexível, não existem dias fixos), sendo os restantes presenciais, modelo que, acreditamos, continua a promover a partilha de conhecimento entre equipas e áreas.
Entrevista publicada no suplemento especial “Melhores Práticas em RH” que acompanhou a edição n.º 140 da RHmagazine, referente aos meses de maio/junho de 2022.
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