Foram identificadas pela Adecco as cinco grandes mudanças que estão a marcar a força de trabalho em 2025. Com base nos resultados do estudo Global Workforce of the Future e na análise contínua de tendências em mais de 60 países, a empresa destaca os fatores que mais estão a impactar a experiência dos colaboradores e a redefinir a forma como as organizações atraem, gerem e fidelizam talento.
“Estas tendências refletem uma mudança estrutural no modo como olhamos para o trabalho. As empresas que souberem ouvir os seus colaboradores, investir na sua evolução e adaptar-se de forma ágil às novas exigências do mercado estarão mais preparadas para crescer de forma sustentável”, refere Alexandra Andrade, Country Manager da Adecco Portugal, em comunicado.
De Portugal ao Japão, de empresas familiares a multinacionais, cinco transformações estão a ganhar terreno de forma transversal. Ei-las:
- Flexibilidade híbrida torna-se a nova norma: o modelo híbrido consolidou-se como a preferência dominante. Já não se trata apenas de uma vantagem competitiva, mas de uma exigência crescente para a fidelização de talento. Dados do Global Workforce of the Future mostram que cerca de 65% dos profissionais em todo o mundo preferem modelos que combinem presencial e remoto. Em Portugal, esta tendência também se verifica, com os profissionais a privilegiarem a autonomia na gestão do tempo e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
- A inteligência artificial (IA) já impacta o dia a dia do trabalho: desde o apoio à tomada de decisão até à automatização de processos administrativos, a tecnologia está a mudar a forma como se trabalha – e as competências exigidas. As funções repetitivas estão a ser redesenhadas, enquanto se valorizam cada vez mais competências analíticas, criativas e relacionais. Para muitos colaboradores, a integração da IA levanta também o desafio da reconversão profissional, exigindo formação contínua e adaptabilidade;
- Diversidade geracional: quatro gerações no mesmo local de trabalho: pela primeira vez, quatro gerações coabitam no mercado de trabalho, com expectativas, referências e valores diferentes. A convivência entre baby boomers, geração X, millennials e geração Z traz novos desafios à liderança, à comunicação e à cultura organizacional;
- Saúde mental no centro da estratégia de talento: de acordo com o estudo da Adecco, 40% dos trabalhadores afirmam que o apoio à saúde mental é um critério decisivo na escolha de um empregador. Mais do que benefícios simbólicos, os colaboradores procuram empresas com políticas claras, apoio psicológico acessível e uma cultura de cuidado e empatia. O impacto da exaustão emocional e do burnout tornou-se um tema central nas estratégias de gestão de talento;
- Mobilidade interna ganha protagonismo: num contexto de escassez de talento especializado, as empresas estão a redescobrir o valor da mobilidade interna como estratégia para reter competências e preparar as equipas para os desafios futuros. Incentivar a aprendizagem contínua, criar planos de carreira transversais e investir no reskilling de colaboradores são hoje prioridades de gestão. O talento que já está dentro da organização pode – e deve – ser o primeiro passo para suprir lacunas críticas.
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