Substituir um colaborador pode custar até 200% do seu salário anual. Ainda assim, mais de metade das organizações em Portugal continua a enfrentar dificuldades em reter talento. É com isto em mente que surge a TM, decidida a atacar o problema na origem: a decisão de contratação.
Desenvolvida pela Tendências e Argumentos, a plataforma propõe uma rutura com o modelo tradicional de recrutamento, fortemente assente na leitura de currículos e na intuição. A aposta passa por um sistema de matching inteligente que procura avaliar não apenas competências, mas a probabilidade de uma relação de trabalho sustentável.
Para Sílvia Tavares, Fundadora da TM, o caminho passa por reduzir a margem de erro. “Queremos que o recrutamento deixe de ser uma lotaria cara e morosa. A tecnologia está finalmente preparada para olhar para a pessoa como um todo, não apenas para o CV e ajudar empresas e talentos a construir relações de trabalho mais sólidas e duradouras.”
Do currículo ao contexto, o que está em causa?
A premissa é simples: saber fazer o trabalho já não é suficiente para garantir que alguém fica. A decisão de contratação passa, assim, a integrar três dimensões: comportamento, alinhamento cultural e compatibilidade com a equipa.
- A plataforma recorre a modelos como DISC, Big Five e RIASEC, permitindo analisar traços de personalidade, resposta ao stress e padrões de interação. O resultado traduz-se num Talent Score, que quantifica o grau de compatibilidade entre candidato e função.
- Um dos elementos centrais da proposta é o Índice de Retenção Preditivo, que estima a probabilidade de permanência de um candidato na organização antes da formalização da oferta. O objetivo é antecipar o risco de saída precoce, um dos principais fatores de custo e instabilidade para as empresas. Segundo a empresa, este modelo pode contribuir para reduzir o turnover inicial até 50%, ao permitir decisões mais informadas logo na fase de recrutamento.
- A experiência na plataforma é acompanhada por uma assistente virtual com inteligência artificial, designada Aria, que atua em duas frentes. Para os candidatos, apoia o preenchimento de perfil, interpreta resultados e orienta o percurso dentro da plataforma. Do lado das empresas, funciona como suporte à preparação de entrevistas, sugerindo perguntas e pontos críticos a explorar em função do perfil de cada candidato. Mais do que automatizar, o objetivo passa por estruturar e aprofundar a qualidade da interação.
A TM integra também um eixo social, com foco na integração de talento migrante. A plataforma centraliza informação relevante para o processo de equivalência de habilitações, procurando reduzir a complexidade e o tempo associados à validação de qualificações em Portugal. Ao facilitar este processo, pretende acelerar a integração de profissionais qualificados no mercado de trabalho.
Crescer a partir de Portugal
Sediada na Figueira da Foz, a empresa nasce com ambição internacional. Após o lançamento em Portugal, estão já identificados seis mercados para expansão: Alemanha, Brasil, Espanha, França, Itália e Reino Unido.
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