Um estudo realizado pela Michael Page revela que um dos fatores mais valorizados pela Geração Z é o enriquecimento profissional.
A Michael Page entrevistou 333 profissionais da Geração Z (jovens entre os 20 e os 25 anos), e elaborou um estudo que aborda temas como a procura de emprego, perspetivas laborais e progressão da carreira, entre outros.
A maior parte destes profissionais (21,8%) encontra-se em contrato permanente, sendo que 21,3% se encontram com contrato a prazo, e 16,7% estão desempregados. No estudo, existem, no entanto, outras categorias (estudante, estágio, contrato temporário e trabalhador independente). A maior parte dos inquiridos tem menos de um ano de experiência profissional (33,3%), e 30,2% tem entre um e dois anos de experiência. A maioria dos profissionais desta geração (54,2%) aufere menos de 14 mil euros brutos anuais, e a formação académica predominante é a licenciatura, com uma percentagem de 42,5% (30,2% com mestrado).
Este estudo mostra ainda que 47% dos inquiridos confia em contactos e referências na altura de procurar emprego, e 46,9% confia nos websites das empresas. O número baixa para 44,9% relativamente aos portais de emprego.
Para 42,7% dos inquiridos, 3 a 4 anos é o tempo ideal para trabalhar numa mesma empresa. Enriquecer o currículo em diferentes empresas e funções (63,5%) e enriquecer as competências (62,5%) são os motivos mais apontados.
Para os entrevistados, um dos principais motivos para mudar de emprego é a estagnação do percurso profissional (57%), seguido pela falta de identificação com os valores da empresa (46,9%), entre outros com menores percentagens. Para 58,7% dos inquiridos, um dos principais objetivos de uma empresa deve ser contribuir de forma positiva para a sociedade/marcar a diferença, enquanto que para 53% deve ser inovar (criar novos serviços, ideias…). Produzir produtos e serviços de grande qualidade é também um dos objetivos apontados pelos jovens da Geração Z (44%), bem como melhorar as competências dos seus colaboradores (43%).
Para a Geração Z, e de acordo com este estudo da Michael Page, o meio de comunicação preferencial no trabalho é o e-mail, seguido pelo contacto pessoal e, posteriormente, pelo telefone.
Além de todas estas categorias, o estudo incide ainda sobre os principais objetivos de vida desta geração: 31,8% refere ter como objetivo o impacto positivo na sociedade/fazer a diferença, e 25% procura ver o mundo/viajar. Já os principais focos de preocupação destes jovens passam pela desigualdade salarial/distribuição de riquezas (56,8%), alterações climáticas (56,5%), entre outros com menores percentagens.
Poderá fazer o download do relatório completo aqui.
[Fonte: Michael Page]
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