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capacidade de acompanhar a evolução da IA poderá tornar-se um dos principais fatores de diferenciação no mercado de trabalho, alerta Nikesh Arora, CEO da Palo Alto Networks, que acredita que a adaptação à tecnologia será decisiva para profissionais e empresas.
Em entrevista ao podcast 20VC, o responsável classificou o momento atual como “darwiniano”, defendendo que a sobrevivência das empresas e dos trabalhadores dependerá, cada vez mais, da rapidez com que conseguirem integrar a IA no dia a dia. Segundo Nikesh Arora, cerca de 90% dos colaboradores das grandes empresas ainda não dispõem das competências necessárias para acompanhar esta evolução.
O impacto já se faz sentir nas estratégias de gestão de talento. Um estudo da Orgvue, citado pelo portal Inc., conclui que 63% dos executivos preveem avançar com reduções de efetivos nos próximos seis meses. O mesmo estudo revela que muitas organizações estão a optar por reorganizar as equipas e recrutar profissionais com maior domínio das novas tecnologias, em vez de apostar em processos de requalificação mais longos. Empresas como a Coinbase, a Block e a Cloudflare são apontadas como exemplos desta tendência, depois de anunciarem reduções significativas das suas equipas associadas à automatização.
Na Palo Alto Networks, a mudança passa igualmente pelo recrutamento. A empresa deixou de depender exclusivamente da análise de currículos e passou a recorrer a hackathons para identificar candidatos capazes de demonstrar, na prática, as suas competências técnicas.
A estratégia inclui ainda a substituição gradual dos trabalhadores que deixam a organização por profissionais com maior domínio da IA. Segundo Nikesh Arora, este processo poderá renovar cerca de um quarto da força de trabalho da empresa ao longo dos próximos 12 meses.
O desafio da requalificação
Para o CEO da Palo Alto Networks, a rapidez com que a IA evolui tornou insuficientes muitos dos modelos tradicionais de formação. Por isso, defende que os próprios profissionais terão de assumir um papel mais ativo na atualização das suas competências.
A mesma ideia já tinha sido defendida por Sundar Pichai, CEO da Google, que, numa entrevista à BBC, em 2025, afirmou que nenhuma profissão está totalmente protegida do impacto da IA, incluindo os cargos de direção. Ainda assim, considera que a tecnologia criará novas oportunidades de emprego, sobretudo para os profissionais e organizações que consigam adaptar-se mais rapidamente às mudanças em curso.
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