ASSINAR NEWSLETTER
Quarta-feira, Julho 29, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

Mário de Morais, Bolt: “A noção de carreira está a tornar-se mais flexível”

O trabalho em plataformas está a desafiar os modelos clássicos de carreira e proteção. Em entrevista à RHmagazine, Mário de Morais, Diretor Geral da Bolt em Portugal, reflete sobre autonomia, risco e os novos equilíbrios da gestão de pessoas fora do vínculo laboral tradicional.

Ana Rita Rebelo Por Ana Rita Rebelo
4 de Fevereiro, 2026
em DESTAQUES, PESSOAS
0
Mário de Morais, Bolt: “A noção de carreira está a tornar-se mais flexível”
94
Partilhas
1k
Visualizações
Flexibilidade, autonomia e ausência de vínculo laboral tradicional estão a redesenhar as escolhas profissionais de um número crescente de trabalhadores. Um inquérito promovido pela Bolt em parceria com o Centro de Estudos Aplicados da CATÓLICA-LISBON, junto de 1.034 motoristas TVDE, mostra que estes fatores já não correspondem apenas a soluções transitórias, mas a um modelo com estabilidade e permanência que coloca novos desafios à gestão de pessoas.

Para 57% dos inquiridos, a flexibilidade horária foi decisiva, enquanto para 38% pesa mais a independência. Quase 30% trabalha em plataformas há mais de cinco anos e 60% aufere mais de mil euros por mês, sendo que metade destes ultrapassa os 1.500 euros. Um terço dos motoristas possui formação superior e mais de metade considera que esta atividade melhorou a sua estabilidade económica.

Ainda assim, dois terços dos motoristas dizem sentir que a sua profissão não é respeitada pela sociedade. “Ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que o trabalho dos motoristas TVDE seja reconhecido com todo o respeito que merece. São profissionais que cumprem regras exigentes, prestam um serviço essencial e fazem-no com dedicação. Queremos garantir que a perceção pública acompanha esta realidade e valoriza o contributo diário que estes condutores têm para a mobilidade em Portugal”, sublinha Mário de Morais, Diretor Geral da Bolt em Portugal, em entrevista à RHmagazine.

O inquérito aponta a flexibilidade e a autonomia como principais motivos para a escolha do trabalho em plataformas. Do ponto de vista da gestão de pessoas, até que ponto essa autonomia é real quando o risco económico e a ausência de proteção recaem quase totalmente sobre o motorista?

A autonomia é real no sentido em que o motorista decide quando, quanto e onde trabalha, sem imposições de horários mínimos, exclusividade ou metas obrigatórias. Essa liberdade de escolha é um dos pilares do modelo e é claramente valorizada por quem opta por esta atividade.

Dito isto, é importante reconhecer que a autonomia também traz responsabilidade. Ao não existir um vínculo laboral tradicional, o motorista assume a gestão do seu risco económico, algo que não é exclusivo das plataformas, mas comum a muitos regimes de trabalho independente. O desafio está precisamente em encontrar um equilíbrio entre preservar essa autonomia, que muitos não querem perder, e continuar a evoluir em mecanismos de proteção, transparência e previsibilidade, em articulação com o enquadramento legal e regulatório. Esse é um debate legítimo e necessário, que deve envolver plataformas, reguladores e representantes do setor.

Praticamente 90% dos motoristas dizem trabalhar em mais do que uma plataforma. Do seu ponto de vista, isso acontece porque os motoristas procuram maximizar a sua autonomia ou porque precisam de compensar a falta de estabilidade e previsibilidade do modelo?

A elevada percentagem de motoristas que trabalham em mais do que uma plataforma é resultado de duas forças complementares. Por um lado, e de acordo com os resultados deste inquérito, os motoristas valorizam a autonomia, a flexibilidade de horários e a liberdade de escolher quando e onde trabalhar, características que distinguiram o crescimento do modelo de TVDE.

Por outro, o próprio modelo de plataforma, onde não existe exclusividade, faz com que muitos motoristas utilizem as duas plataformas para melhor gerir a sua atividade e rentabilizar da melhor forma os seus rendimentos ao longo do tempo. Esta realidade faz parte da dinâmica do setor e reflete um equilíbrio entre escolha individual e a necessidade de gerir o próprio rendimento.

Quase 30% dos motoristas trabalham em plataformas há mais de cinco anos. Que tipo de percurso profissional é possível neste modelo? Há espaço para progressão e desenvolvimento ou trata-se, na prática, de uma atividade que se prolonga no tempo sem evolução profissional?

Esse é, desde logo, um sinal claro da maturidade do setor. Mostra que esta não é apenas uma atividade transitória, mas uma opção profissional que muitos escolhem manter no tempo, porque oferece rendimentos sustentáveis e um grau de estabilidade compatível com as suas expectativas.

O modelo de plataformas não segue uma carreira hierárquica tradicional. A progressão faz-se sobretudo através do aumento da autonomia e da capacidade do motorista de procurar as categorias com as quais prefere trabalhar. Com a experiência, muitos motoristas aprendem a escolher melhor horários e zonas, de forma a otimizarem rendimentos e reduzirem custos, o que lhes permite tornar esta atividade numa ocupação principal ou numa fonte de rendimento estável.

O que também confirmámos com este inquérito é que muitos usam esta atividade como complemento a estudos ou a outras profissões, beneficiando da flexibilidade do modelo. Trata-se, assim, de um percurso profissional diferente, mais autónomo e menos linear, em que a evolução depende das escolhas e da experiência de cada motorista.

O perfil traçado pelo estudo revela profissionais maioritariamente com mais de 40 anos e, em muitos casos, com formação superior. O que é que isto diz sobre o mercado de trabalho português e sobre as alternativas que estas pessoas tiveram, ou não, antes de chegar às plataformas?

Estamos a falar, em grande parte, de pessoas que se encontram numa fase da vida em que a flexibilidade passa a ser tão importante como o rendimento. E nem sempre o mercado tradicional consegue responder a essa necessidade. As plataformas TVDE acabam por oferecer uma alternativa viável, ao permitirem gerir horários e conciliar a vida pessoal com o trabalho. Isto ajuda a explicar também a diversidade de perfis, desde pessoas em reconversão de carreira até outras que fazem esta escolha de forma deliberada, precisamente pela autonomia que o modelo proporciona.

Dois terços dos inquiridos consideram que a profissão não é respeitada pela sociedade. Que responsabilidade têm as plataformas na construção, ou na fragilização, do estatuto profissional destes trabalhadores?

Esta perceção está maioritariamente ligada a mitos que ainda persistem sobre quem trabalha como motorista TVDE. Por exemplo, a ideia de que é um trabalho pouco qualificado ou apenas de “último recurso”. De acordo com este inquérito conduzido pela Católica, um terço dos motoristas têm formação superior e escolheram esta profissão pela flexibilidade e autonomia que ela oferece, e não por falta de alternativas.

“O facto de se tratar de trabalho independente não significa, por si só, ausência de mecanismos de proteção. Pelo contrário.”

As plataformas têm aqui uma responsabilidade importante: podem contribuir para reforçar o estatuto profissional, promover transparência, reconhecimento e valorização da experiência e dedicação destes trabalhadores. À medida que as pessoas conheçam verdadeiramente esta atividade, temos a certeza de que esta perceção negativa irá também diminuir.

O discurso sobre o trabalho em plataformas centra-se frequentemente nos rendimentos e na flexibilidade. No seu entender, o que continua por discutir quando falamos de gestão de pessoas sem vínculo, nomeadamente em matérias como proteção social, envelhecimento ou doença?

Esta é uma discussão que vai muito além do trabalho em plataformas e que exige uma reflexão pragmática relativamente ao modelo do trabalho independente em Portugal e à forma como protegemos estes trabalhadores. O facto de se tratar de trabalho independente não significa, por si só, ausência de mecanismos de proteção. Pelo contrário, é possível e desejável que trabalhadores independentes tenham acesso a soluções de proteção social adequadas, compatíveis com a natureza autónoma da atividade.

É também importante reconhecer que estes profissionais trabalham em articulação com empresas, ainda que sem vínculo laboral tradicional, o que abre espaço a modelos complementares de proteção e contributo que não descaracterizam a autonomia que muitos valorizam. Por outro lado, esta discussão tem de partir da diversidade de perfis existentes no setor. A maioria dos motoristas trabalha a tempo inteiro, mas existe um número ainda significativo de pessoas que utiliza as plataformas como complemento de rendimento.

Se este modelo continuar a crescer sem alterações estruturais, que impacto considera que poderá ter, a médio prazo, na forma como o trabalho, a carreira e a responsabilidade laboral são encarados pelas empresas e pelos próprios profissionais?

O crescimento deste modelo já está a influenciar a forma como o trabalho é encarado, ao mostrar que nem todos procuram carreiras lineares, hierárquicas ou baseadas num único empregador. Para muitos profissionais, a noção de carreira está a tornar-se mais flexível, feita de escolhas ao longo do tempo e de diferentes fontes de rendimento.

Para as empresas, este fenómeno obriga a repensar conceitos tradicionais de responsabilidade laboral, gestão de pessoas e proposta de valor para quem colabora de forma independente. A médio prazo, o impacto dependerá da capacidade de adaptação dos enquadramentos legais e sociais a esta realidade. Se essa adaptação acontecer, o modelo pode coexistir de forma saudável com o emprego tradicional, oferecendo mais opções às pessoas. Caso contrário, o risco é manter tensões desnecessárias num mercado de trabalho que já é, por natureza, cada vez mais diverso e fragmentado.


Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI

Mais sobre autonomiacarreiraFlexibilidadeGestão de pessoasMercado de trabalhoproteção socialtrabalho independenteTVDE
Notícia anterior

Artigo técnico. Transparência salarial: da obrigação legal à vantagem competitiva

Notícia seguinte

Taxa de desemprego desce para 6% em 2025. É o valor mais baixo desde 2011

Recomendamos

Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

29 de Julho, 2026
Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

29 de Julho, 2026
Responde a e-mails nas férias? Há cinco formas de evitar que isso aconteça

Responde a e-mails nas férias? Há cinco formas de evitar que isso aconteça

28 de Julho, 2026
A arquitetura do futuro é híbrida e desenha-se na S+A. Entrevista a Mafalda Carvalho

Mafalda Carvalho é a nova DRH da SER – Senior Exclusive Residences

28 de Julho, 2026
Artigo técnico. Perceções de exploração organizacional: impacto no bem-estar dos trabalhadores

Artigo técnico. Perceções de exploração organizacional: impacto no bem-estar dos trabalhadores

28 de Julho, 2026
O regresso às aulas ainda está longe, mas as empresas já começaram a contratar. Há 120 vagas

O regresso às aulas ainda está longe, mas as empresas já começaram a contratar. Há 120 vagas

27 de Julho, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
Festas à porta e falta de mãos? 11 estratégias aprovadas por líderes de RH

Taxa de desemprego desce para 6% em 2025. É o valor mais baixo desde 2011

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Atualidade laboral. O luto e a licença parental

Avaliação de desempenho: ferramenta de gestão ou elemento de prova?

23 de Julho, 2026
Entrevista a Domingos Pinto. Quando os dados guiam a produção: Simoldes dá forma à fábrica digital

Entrevista a Domingos Pinto. Quando os dados guiam a produção: Simoldes dá forma à fábrica digital

22 de Julho, 2026
A nova lógica dos salários: menos intuição, mais dados e IA

A nova lógica dos salários: menos intuição, mais dados e IA

16 de Março, 2026
Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

29 de Julho, 2026
Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

29 de Julho, 2026
Responde a e-mails nas férias? Há cinco formas de evitar que isso aconteça

Responde a e-mails nas férias? Há cinco formas de evitar que isso aconteça

28 de Julho, 2026

Agenda de Eventos

Out 20
8:30 - 18:00

Global Talent Day 2026

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 5
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: Total Rewards Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

A arquitetura do futuro é híbrida e desenha-se na S+A. Entrevista a Mafalda Carvalho

Mafalda Carvalho é a nova DRH da SER – Senior Exclusive Residences

28 de Julho, 2026
Gi Group Holding Portugal anuncia nova liderança. Saiba quem sucede a Thomas Marra

Gi Group Holding Portugal anuncia nova liderança. Saiba quem sucede a Thomas Marra

15 de Julho, 2026
Há um novo líder na Multicare. Saiba quem é

Há um novo líder na Multicare. Saiba quem é

6 de Julho, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');