Numa altura em que os mercados, as atividades económicas e as próprias pessoas são afetadas de forma radical pelo surgimento da pandemia e pela crise, é importante avaliar a resposta das organizações à adaptação, bem como as principais tendências e desafios da Gestão de Pessoas.
Para isso, o Kaizen Institute lançou o Barómetro Kaizen de Recursos Humanos. Esta iniciativa, que pretende também avaliar o grau de motivação e produtividade dos colaboradores, conta com a participação de cerca de 150 Diretores de Recursos Humanos de grandes e médias empresas nacionais. Através deste projeto, ficaremos a conhecer as tendências de RH atualmente.
Numa era pré-Covid, 53% das empresas tinha como prioridade a Retenção de Talento, e 45% mantinha a Contratação de Novos Profissionais também como foco prioritário. No entanto, atualmente, as preocupações e os focos alteraram-se. A Preparação de Colaboradores para diferentes cenários no médio/longo prazo (44%) e a Melhoria das Condições de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (39%) são as prioridades das organizações.
De acordo com este Barómetro, mais de metade das empresas (55%) afirma que a motivação se manteve estável, e 24% revelou até um aumento desta componente nos últimos seis meses. O nível atual de motivação dos trabalhadores das empresas inquiridas é de 14 numa escala de 0 a 20.
O mesmo aconteceu com a componente da produtividade: 68% dos inquiridos afirma que o rendimento dos seus trabalhadores permaneceu estável.
No que aos modelos de trabalho diz respeito, 68% dos profissionais de RH afirmaram que nas suas empresas foi adotado um regime híbrido (trabalho remoto e presencial). No entanto, 30% afirma que o teletrabalho vai deixar de ser uma opção logo que as condições sanitárias o permitam. Para isto, podem contribuir as dificuldades sentidas na implementação do teletrabalho: 71% confessa que a falta de garantia de comunicação eficiente e clara é uma limitação. Já 47% adianta que a adaptação dos standards e protocolos de trabalho aos novos padrões é também uma questão complexa.
Mesmo a nível das competências digitais, muitas empresas não se encontravam preparadas. 44% dos inquiridos afirma que o grau de alinhamento das competências digitais dos colaboradores é médio, pelo que desenvolveram um plano de treino e recrutamento para fazer face à transformação digital. Já 38% afirma que os seus colaboradores estão preparados com as competências digitais necessárias.
Relativamente às expectativas para o próximo ano, 69% das empresas prevê aumentar a massa salarial no primeiro trimestre de 2021 (34% em menos de 2%; 29% entre 2% e 5%; e 6% entre 5% e 7,5%).
É também importante realçar que 41% dos profissionais de RH afirma que nas suas empresas todos os colaboradores são envolvidos na melhoria dos processos e do negócio. Já 11% dos membros avança que a melhoria é reservada a equipas alocadas a projetos estratégicos.
Quando falamos em alterações, temos de falar também na vertente do recrutamento, que se processa agora de forma digital em muitas empresas.
A Gestão de Recursos Humanos, ou a Gestão de Pessoas, tem vindo a tornar-se cada vez mais estratégica nas organizações. Depois da pandemia, várias tendências de RH serão alteradas.
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