Os funcionários portugueses foram inquiridos no âmbito de um estudo realizado pela Preply sobre os limites do humor dentro e fora do ambiente de trabalho. 32% admitiram já ter ouvido piadas ofensivas no local de trabalho. A análise concluiu que as empresas estão em segundo espaço onde mais se ouvem piadas “de mau gosto”. A liderar o ranking está a internet.
A plataforma online de ensino de idiomas lançou o referido inquérito, numa altura em que os humoristas são criticados por normalizarem discursos de ódio. Neste seguimento, os portugueses foram desafiados a partilhar experiências com o humor. Quanto às reações a piadas ofensivas, os inquiridos revelaram ter preferência em ignorá-las. Apenas 19.8% das pessoas declararam mostrar o seu desagrado.
Os locais onde se ouvem mais piadas ofensivas
Quase metade dos inquiridos afirmou já se ter ofendido com piadas. 44.8% nomearam a internet como o local onde mais as ouvem. Seguem-se o trabalho, os sítios públicos, os eventos sociais e a escola/universidade. As mensagens de teor negativo são maioritariamente sobre preconceitos ou estereótipos.
47.1% dos inquiridos assumiram ignorar as piadas, quando as ouvem. 26.5% admitiram evitar o contacto com quem as diz. 80% dos portugueses consideraram que a maior fonte do seu humor são os vídeos das redes sociais. Seguem-se as piadas, as situações inesperadas, os filmes/séries de comédia e a comédia stand-up.
Quase metade dos inquiridos confessou achar engraçados memes. Os mais bem-sucedidos são os de situações hilariantes do dia-a-dia. Seguem-se os de erros e falhas, os de piadas meramente visuais, os de animais e os de humor absurdo ou surreal.
Sylvia Johnson, líder de Metodologia na Preply, afirmou: “Rir, não apenas melhora o seu humor, mas também melhora a saúde. Pode reduzir os níveis de stress, aumentar a tolerância à dor e até fortalecer o sistema imunitário. Além disso, é uma ‘cola’ social, que nos ajuda a conectarmo-nos com as outras pessoas, um recurso único na promoção de uma comunicação intercultural significativa.”
No estudo em questão, foram inquiridos 500 portugueses nos dias 11 e 12 de junho, através da internet. O questionário era composto por 10 questões, aplicadas a diferentes áreas.