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Centralmed tem uma intervenção consolidada na área da saúde e segurança no trabalho. Que papel acredita que as organizações devem assumir hoje na promoção ativa do bem-estar físico e mental dos seus colaboradores?
As organizações têm, atualmente, a responsabilidade estratégica de integrar o bem-estar físico e mental dos seus colaboradores nas suas prioridades de gestão. A saúde e segurança no trabalho (SST) desempenha um papel essencial neste compromisso, funcionando como base sólida para a promoção de ambientes laborais seguros, saudáveis e produtivos. Na Centralmed, acreditamos que o bem-estar só é sustentável quando assente numa cultura organizacional que valorize a prevenção e a gestão integrada dos riscos profissionais.
Nos últimos anos, a saúde mental ganhou centralidade nas políticas de recursos humanos. Como é que a Centralmed tem ajustado os seus serviços a esta nova realidade?
A Centralmed tem vindo a reforçar a sua intervenção na área da saúde mental, reconhecendo a sua crescente centralidade nas políticas de recursos humanos. Apostamos numa abordagem integrada, que inclui a avaliação de riscos psicossociais no local de trabalho, utilizando metodologias reconhecidas nacional e internacionalmente. Paralelamente, temos vindo a integrar escalas de bem-estar psicológico nas consultas de vigilância da saúde, permitindo uma deteção precoce de sinais de sofrimento emocional e facilitando o encaminhamento atempado. Esta resposta é complementada por ações de sensibilização e programas formativos orientados para a gestão do stress, prevenção do burnout e promoção da saúde emocional. Trabalhamos na perspetiva de assegurar que cada intervenção é ajustada às especificidades da organização e às necessidades dos seus trabalhadores.
Que impacto têm os vossos programas de avaliação e intervenção precoce na redução do absentismo e melhoria da performance organizacional?
Através da identificação atempada de fatores de risco – sejam de natureza física, psicossocial ou organizacional – conseguimos propor medidas preventivas e corretivas ajustadas à realidade de cada empresa. Com esta abordagem propõe-se mitigar o agravamento de situações clínicas, reduzir a incidência de doenças profissionais e promover uma gestão mais eficaz da saúde dos colaboradores. O resultado é um impacto positivo na continuidade operacional, no clima organizacional e nos indicadores de produtividade.
Como avaliam o papel da liderança e da comunicação interna na eficácia das políticas de saúde e segurança no trabalho?
A liderança e a comunicação interna são pilares fundamentais para a eficácia das políticas de saúde e segurança no trabalho. Líderes conscientes, informados e envolvidos funcionam como agentes mobilizadores de uma cultura de prevenção, influenciando positivamente os comportamentos individuais e coletivos. Por sua vez, a comunicação interna deve ser planeada, clara e contínua, garantindo que as mensagens relacionadas com a saúde, segurança e bem-estar chegam a todos os níveis da organização e são compreendidas e valorizadas. A consistência entre o discurso e a prática por parte das chefias é, muitas vezes, o elemento diferenciador para o sucesso das políticas implementadas.
Em que medida os serviços de saúde ocupacional podem ser também uma ferramenta de employer branding e retenção de talento?
Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a saúde ocupacional deve afirmar-se como um dos pilares da proposta de valor das organizações aos seus colaboradores. Demonstrar um compromisso real com a saúde, segurança e bem-estar no trabalho contribui para a construção de uma imagem de empregador responsável e atrativo. A existência de programas de vigilância da saúde robustos, ações preventivas regulares e iniciativas de promoção do bem-estar são hoje reconhecidas como indicadores de uma cultura organizacional sólida. Esta perceção reforça o sentido de pertença, melhora a experiência do colaborador e tem impacto direto na retenção de talento.
Que novas soluções ou abordagens têm vindo a desenvolver para dar resposta a um mercado de trabalho mais exigente, híbrido e centrado na pessoa?
Na área da SST, responder às exigências de um mercado de trabalho mais híbrido e centrado na pessoa implica reforçar a proximidade, a acessibilidade e a capacitação dos colaboradores em matéria de saúde e segurança. A Centralmed tem apostado fortemente na promoção da literacia em saúde e segurança, disponibilizando conteúdos de qualidade e cientificamente validados, adaptados aos desafios atuais dos trabalhadores e das organizações. Através do nosso blog, publicamos mensalmente artigos que abordam temas de forma clara e acessível, uns com caráter transversal, outros direcionados a setores ou riscos específicos. Complementamos esta estratégia com a produção de vídeos informativos e a realização de webinares temáticos, que permitem uma disseminação alargada do conhecimento e fomentam a adoção de comportamentos saudáveis e preventivos. Esta abordagem permite-nos apoiar os nossos clientes na construção de culturas organizacionais mais informadas, participativas e orientadas para o bem-estar sustentado.
A Centralmed tem uma forte componente de formação certificada. Que lugar ocupa esta oferta no vosso trabalho com as empresas e como garantem que é verdadeiramente útil, prática e alinhada com os desafios atuais da saúde ocupacional?
O desenvolvimento pessoal tem assumido, um papel cada vez mais relevante na nossa oferta formativa dirigida às empresas, não apenas como complemento, mas como componente essencial da estratégia de saúde ocupacional. Nos últimos anos, assistimos a um aumento significativo da procura e da valorização de ações formativas em áreas como Gestão de Conflitos, Gestão do Tempo e do Stress, Liderança Positiva e Prevenção dos Riscos Psicossociais. Estas temáticas respondem a necessidades reais identificadas no terreno e estão
diretamente alinhadas com os desafios atuais de fidelização do capital humano, promoção da saúde mental e construção de ambientes de trabalho saudáveis. Para assegurar que estas ações formativas são verdadeiramente úteis e significativas para os formandos, adotamos uma metodologia prática que incluem: estudos de casos reais, simulações e jogos pedagógicos, que promovem a reflexão crítica e a tomada de decisão; dinâmicas de grupo e partilha de experiências, que promove o reforço de competências relacionais e interpessoais. Esta abordagem assenta em metodologias ativas de aprendizagem, reconhecidas por potenciar uma maior retenção do conhecimento e uma transferência mais eficaz para o contexto de trabalho.
Artigo publicado na edição 158 da RHmagazine, referente aos meses de maio e junho de 2025
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