Uma startup portuguesa acredita ter encontrado uma resposta para um problema que ainda poucos departamentos de recursos humanos (RH) conseguiram resolver: como gerir uma força de trabalho composta por pessoas, especialistas independentes e agentes de IA. Chama-se TiJUBU e apresenta-se como a criadora da primeira plataforma de Workforce Autonomics, uma solução que pretende acompanhar toda a jornada profissional dos colaboradores e dos agentes de IA dentro das organizações.
Fundada por Rui Luz e Sónia Abreu, a startup nasceu da experiência acumulada por ambos, ao longo de mais de duas décadas, em projetos de transformação organizacional, liderança e gestão de talento em empresas de diferentes setores e geografias. “Trabalhámos durante anos nos projetos mais difíceis do mercado nacional. Vimos consecutivamente as mesmas falhas, percebemos o porquê e decidimos construir a solução que gostaríamos de ter tido na altura”, conta Rui Luz, Cofundador da TiJUBU, em comunicado.
Na base da criação da plataforma está a convicção de que o contrato social entre empregadores e colaboradores mudou. Se durante décadas o modelo dominante assentou em horários fixos, vínculos estáveis e lealdade a uma única organização, hoje as empresas convivem com profissionais que acumulam diferentes fontes de rendimento, procuram maior flexibilidade e valorizam cada vez mais o propósito do trabalho. A esta realidade juntam-se novos perfis, como os agentes de IA e os chamados High Individual Contributors, especialistas altamente qualificados que operam frequentemente fora das estruturas hierárquicas tradicionais.
A plataforma da TiJUBU procura responder a esse desafio através de um modelo assente em quatro etapas – Anticipate, Rewire, Grow e Become – e em 12 módulos que cobrem áreas como cultura organizacional, competências, liderança, desenvolvimento de carreira, compensação e gestão de talento. Segundo a empresa, a solução permite gerir, através de uma única plataforma, diferentes tipos de colaboradores e modelos de trabalho, adaptando critérios de desenvolvimento, avaliação e recompensa às características específicas de cada perfil, sem perder coerência organizacional.
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Transparência salarial acelera necessidade de mudança
O lançamento da startup coincide com a entrada em vigor da Diretiva Europeia da Transparência Salarial. Com o prazo de transposição da diretiva a terminar este mês, a 7 de junho, a TiJUBU anunciou também o lançamento do módulo Pay Intelligence, desenvolvido para apoiar as organizações na gestão da compensação e no cumprimento das futuras obrigações legais. O módulo permite criar bandas salariais, automatizar revisões remuneratórias, cruzar dados de mercado e identificar potenciais situações de desigualdade antes que estas se transformem em risco regulatório ou em fatores de perda de talento.
“A maioria das empresas enfrenta esta Diretiva como um problema jurídico. É, na verdade, um problema de arquitetura organizacional. As empresas que aproveitarem este momento para construir uma fundação salarial baseada em skills e critérios objetivos vão sair desta transformação mais competitivas, não apenas mais conformes”, defende Rui Luz.
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