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desafio começou por não ser uma mudança. A primeira pergunta que a Odisseias teve de colocar foi outra: fazer obras no espaço onde estava ou procurar um novo? Nas Galerias do Alto da Barra, em Oeiras, a empresa tinha vantagens que as pessoas valorizavam muito, do estacionamento gratuito à porta ao centro comercial no próprio edifício. Mas havia limitações difíceis de ignorar: um edifício envelhecido, sem perspetiva clara de renovação, e cerca de 150 pessoas, de duas empresas, divididas por várias salas, com mesas pequenas, salas demasiado quentes e barreiras à interação.
O desafio acabou por ser mais interessante do que simplesmente mudar de escritório: como criar um espaço que preservasse aquilo que as pessoas valorizavam e resolvesse o que estava a limitar a experiência de trabalho?
Começar pelas pessoas
Quando surgiu o espaço em Carcavelos, a primeira coisa que a empresa fez foi perguntar às equipas o que gostariam de ter no novo escritório. As respostas foram concretas: secretárias com dimensão adequada, mais espaço, a possibilidade de estarem juntos e ambientes que facilitassem a colaboração. A partir daí, o projeto ganhou três grandes objetivos: reforçar a cultura, aproximar as pessoas e tornar o espaço uma ferramenta de atração e retenção de talento.
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“Não queríamos apenas um escritório mais moderno ou mais bonito. Queríamos um espaço que traduzisse aquilo que somos enquanto organização”, resume a empresa. Uma das aprendizagens do projeto foi perceber que atrair talento não significa apenas criar algo apelativo para quem chega; significa criar um espaço onde quem já faz parte da organização tenha orgulho em trabalhar.
A escolha da BMA aconteceu de forma natural. A empresa de Design & Build já trabalhava no edifício de Carcavelos e tinha terminado um dos pisos, que a Odisseias foi conhecer e cujo resultado lhe deu confiança imediatamente. Conhecia o proprietário, as especificidades do espaço e as pessoas envolvidas. E oferecia uma vantagem decisiva: um interlocutor único ao longo de todo o processo. “Podíamos concentrar-nos naquilo que era mais importante, perceber as necessidades das pessoas e preparar a mudança, sabendo que havia uma equipa responsável por transformar essa visão no espaço que tínhamos imaginado.”
Do lado da BMA, o design foi orientado pelos objetivos da Odisseias. “Desenhámos um escritório autêntico, com espaços mais flexíveis e alinhados com a identidade da organização”, explica Hugo Braz, Managing Partner da BMA. O maior desafio, conciliar os objetivos da empresa, as necessidades das equipas e as condicionantes do espaço existente, acabou por ser a solução ganhadora: garantir uma experiência em várias áreas do escritório.
Um balão no piso 0
A Odisseias quis levar a própria história para o novo espaço. Chegou a pensar em colocar no piso 0 a primeira viatura da empresa, ideia que não foi tecnicamente possível. A alternativa acabou por representar ainda melhor o que a marca faz: o cesto de um balão de ar quente, adquirido a um parceiro, que tinha sido utilizado em experiências com clientes Odisseias. O balão ganhou um significado especial, símbolo da aventura, do sonho e das memórias que estão no ADN da empresa.
A equipa de recursos humanos teve um papel central em todo o processo, porque a mudança era, acima de tudo, uma mudança na experiência das pessoas.
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O “uau” do piso 0
O impacto mais imediato da mudança foi quase emocional. “Quando abríamos a porta do piso 0, havia um verdadeiro uau.” Mas o mais importante estava na forma como o espaço passou a ser vivido: mais condições para as pessoas estarem juntas, encontrarem-se informalmente e colaborarem, com anfiteatro, copa, zonas de convívio, ginásio e sala de SPA a completarem a experiência. No recrutamento, o escritório tornou-se uma ferramenta de employer branding: quando a empresa recebe candidatos, o espaço é uma das primeiras manifestações concretas da experiência que quer proporcionar. O ginásio e o SPA eram a cereja no topo do bolo, mas o verdadeiro impacto veio do conjunto.
A melhor medida do impacto ficou, porém, numa expressão ouvida depois da mudança: “Está lindo o nosso escritório”. Para a Odisseias, a palavra mais importante da frase não é “lindo”, é “nosso”. Mostra que o espaço passou a ser sentido como um lugar que também pertence às pessoas.
Às empresas que vão iniciar um projeto destes, a Odisseias deixa um conselho: começar pelas pessoas e não pelo espaço. Perceber o que não se quer perder, ouvir o que falta e só depois desenhar, envolver e mudar. “A verdadeira pergunta é: como queremos que as nossas pessoas se sintam quando entram aqui todos os dias e que cultura queremos ajudar a construir através deste espaço?”
Ficha do projeto
Localização | Carcavelos (Cascais)
Área | 1.000 m2
Pessoas acomodadas | cerca de 150
Duração do projeto | 4 meses
Serviços prestados | consultoria de fit-out, planeamento de espaços, design de interiores, obras de fit-out e soluções de espaços (mobiliário, decoração, tecnologia e comunicação)
Artigo publicado na edição n.º 1 da Employer Branding by RHmagazine
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