ASSINAR NEWSLETTER
Quarta-feira, Julho 29, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

CRÓNICA: Avaliar o caráter, ou avaliar com caráter? Os insondáveis desígnios da gestão do desempenho

Ao longo de mais de um século, muito se tem dito e escrito sobre a Avaliação de Desempenho, que ainda hoje é considerada por muitos como a área “maldita” da Gestão das Pessoas. E com alguma razão, diga-se de passagem.

Mário Ceitil Por Mário Ceitil
10 de Dezembro, 2025
em CRÓNICA
0
Crónica Mário Ceitil sobre gestão de desempenho
18
Partilhas
201
Visualizações

 

Autor: Mário Ceitil, Docente convidado do ISCTE/Executive Education e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APG


 

Como todos nós, ao longo da nossa vida, já fomos sujeitos a muitos processos de Avaliação de Desempenho, com este nome ou com outras designações, estamos todos em boa posição para avaliar os impactos e as respetivas consequências que as avaliações que outros fizeram sobre nós, tiveram no decurso das nossas vidas.

Uns dirão que certas avaliações a que foram sujeitos lhes permitiram dar um “step ahead” a nível da sua autoconsciência e realizar progressos significativos na sua maturidade pessoal e profissional. Outros, pelo contrário, dirão que viveram experiências extremamente traumatizantes e que provocaram mesmo alguma regressão das suas capacidades profissionais e pessoais.

Compreender estes dois grupos de experiências avaliativas e distinguir o que verdadeiramente os diferencia, será seguramente uma das contribuições mais relevantes que a Gestão das Pessoas pode dar para a promoção de uma maior justiça, motivação e dignidade nas relações entre os líderes e as suas equipas e colaboradores.

A questão não é, obviamente, fácil, nem pelo lado técnico, nem pela complexidade dos fenómenos humanos que estes processos convocam. Mas a continuidade das práticas avaliativas e a permanente pesquisa sobre novas formas e modelos de Gestão do Desempenho, atestam bem a crescente importância que estas práticas têm para o progresso das empresas, para o desenvolvimento das pessoas que nelas colaboram e para a criação de um clima organizacional marcado por sentimentos de bem-estar e de confiança.

E é precisamente esta última, a confiança, ou a falta dela, que marca a diferença entre uma “avaliação antropófaga”, que mina as bases da autoestima do avaliado e lhe reduz drasticamente as margens de manobra, transformando-o num mero recetáculo passivo das determinações do seu chefe, e uma avaliação “antropogénica”, que permite ao colaborador ter uma participação ativa no processo de construção da sua identidade profissional e tomar decisões que lhe permitam ser protagonista da sua própria carreira.

Dir-se-á que, com a extraordinária evolução das mentalidades de gestão e liderança que têm caracterizado as primeiras décadas do séc. XXI, já não existem (ou são, pelo menos, muito pouco frequentes) essas “avaliações antropófagas”. Se assim for, ficaremos todos seguramente muito felizes. Mas o problema é que quem trabalha nas e com as organizações tem ainda registos da sobrevivência de práticas de avaliação muito pouco recomendáveis, com consequências muito negativas no bem-estar das pessoas e na produtividade das organizações.

É caso para dizer, cotejando uma frase muito conhecida: “Eu cá não acredito em ‘avaliações antropófagas’; mas que as há…há”!

Voltemos à confiança e às razões que a levam a ter um papel tão determinante nas relações de avaliação. De acordo com Stephen M.R. Covey , a Confiança é “aquela coisa que muda tudo” (the one thing that changes everything”(1) e resulta numa das “mais poderosas formas de motivação e de inspiração”.

A relação que estabelecemos com uma pessoa que nos inspira confiança é natural e espontânea, porque assenta no sentimento que experimentamos de não existir ameaça externa, de que não existem forças ocultas que podem pôr em causa a nossa integridade física e emocional. A relação torna-se clara, porque sentimos que, mesmo em situações difíceis, a pessoa que merece a nossa confiança está ali também “para nós”, e não procura aproveitar-se de nós ou manipular-nos para finalidades que apenas a si própria interessam.

Assim, quando, nos processos de avaliação, recebemos feedback de alguém que nos merece confiança, a nossa reação ao feedback será tendencialmente positiva e poderemos encará-lo de uma forma mais tranquila e sem grande ativação dos nossos mecanismos de defesa. E isto pode acontecer mesmo nas situações em que o feedback é negativo, porque acreditamos que ele está a ser emitido com “boa intenção”.

Ao estabelecer um contexto em que tanto o avaliador como o avaliado estão orientados para finalidades que respeitam aos interesses de ambos e não apenas a uma das partes, estão criadas condições que favorecem uma maior disponibilidade para um “insight” mais completo por parte do avaliado, que será posteriormente a condição essencial para que esse avaliado possa tomar algumas medidas e mobilizar comportamentos de melhoria do seu desempenho.

A situação será, todavia, completamente diferente quando não existe confiança entre as partes, podendo a relação redundar muito mais numa espécie de “jogo de forças”, em que o resultado que se obtém é aquele que é característico dos” jogos de soma nula”, em que os ganhos de um são obtidos à custa das perdas do outro.

Mesmo que não haja, por parte de um avaliador, uma intenção declarada em pôr o seu colaborador em causa, se esse colaborador não sentir confiança no avaliador, a relação avaliativa correrá sempre o risco de não produzir os efeitos que seriam desejáveis, ou seja, que tanto o avaliador como o avaliado pudessem aproveitar o potencial da situação para cada um deles aperfeiçoar as suas respetivas competências profissionais e pessoais.

A ausência de confiança pode radicar também no facto de alguns avaliadores se considerarem em excesso como “reliable raters of others” e se assumirem como as únicas “fontes de verdade” no processo, minimizando e desqualificando a perspetiva dos avaliados relativamente à sua própria performance. Mas, como é referido num conhecido estudo publicado em 2019 pela HBR, (2) o mais provável é que aqueles que avaliam (ou seja, todos nós) em vez de sermos uma “fonte de verdade”, somos muitas vezes uma “fonte de erro”, porque o feedback que damos aos outros “is always more you than then”, o que conduz à possibilidade de praticarmos erros sistemáticos na avaliação.

Os quase inevitáveis enviesamentos dos juízos avaliativos, resultantes desta tendência de “projeção” pessoal quando avaliamos, leva-nos a forjar “teorias implícitas” sobre a performance e, mais perigosamente, sobre o caráter dos outros, através desse famigerado “erro de avaliação” conhecido como o “efeito de halo” ou “efeito de aura”.

Para conseguirmos aproveitar realmente o imenso potencial de uma relação avaliativa, é fundamental então que os avaliadores aperfeiçoem as suas competências como “pessoas confiáveis”, e procurem evitar os possíveis enviesamentos cognitivos que podem resultar de avaliações feitas com base em juízos abstratos e apriorísticos sobre as pessoas que avaliam.

Os processos de avaliação são sempre complexos, mesmo que a sua arquitetura formal seja “o mais simples possível”. Porque estamos a lidar com pessoas, e porque essas pessoas têm sentimentos, conceções sobre si próprias e sobre os outros e têm direito a serem envolvidas em decisões que dizem respeito às suas carreiras e às suas vidas.

Neste sentido, avaliar alguém, sobretudo quando essa avaliação tem consequências diretas e concretas na vida quotidiana da pessoa, é mais, muito mais do que apenas um exercício técnico ou uma ação de mediação de um poder formal: avaliar é de facto um verdadeiro imperativo moral.

Por isso, em vez de termos avaliadores que não se coíbem de fazer avaliações abstratas e dogmáticas do caráter dos outros, o que é de facto essencial é termos muitos avaliadores que avaliem os outros…com caráter.

 

Referências:
COVEY, S. M.R. (2006). The Speed of Trust. London. Simon & Schuster
BUCKINGHAM, M. & GOODALL, A. (2019). The Feedback Fallacy, HBR, March-April, 2019.

 


 

Siga-nos no LinkedIn, Facebook, Instagram e Twitter e assine aqui a nossa newsletter para receber as mais recentes notícias do setor a cada semana!

Mais sobre avaliação de desempenhocrónicaEmpresasMário Ceitilrecursos humanos
Notícia anterior

Nestlé regressa com os estágios de verão para estudantes universitários

Notícia seguinte

Nova campanha de recrutamento da Mercedes-Benz.io é uma Hackathon

Recomendamos

Crónica. “Resoluções de Ano Novo: uma oportunidade estratégica”, por Vítor Silva

Crónica. “Quem cuida de quem cuida? O direito de desligar como estratégia de gestão!”, por Vítor Silva

21 de Julho, 2026
Crónica: 2025 – O Ano de Todos os Perigos – por Mário Ceitil, Assembleia Geral da APG

Crónica. “Liderança virtual e liderança digital. Duas «entradas para uma (desejável) saída feliz»”, por Mário Ceitil

10 de Julho, 2026
Crónica. “Resoluções de Ano Novo: uma oportunidade estratégica”, por Vítor Silva

O colaborador-consumidor: a nova exigência na experiência de trabalho, por Vitor Silva

25 de Junho, 2026
Crónica: O que é isso de Mindset Digital? – por Catarina João Morgado, PwC’s Academy

Num mundo incerto: o que ainda controlamos? (Parte II), por Catarina João Morgado

25 de Junho, 2026
Crónica. “Resoluções de Ano Novo: uma oportunidade estratégica”, por Vítor Silva

Crónica. “O trabalho híbrido entrou na adolescência. E agora?!”, por Vítor Silva

12 de Junho, 2026
Crónica: 2025 – O Ano de Todos os Perigos – por Mário Ceitil, Assembleia Geral da APG

Crónica. “O cliente está primeiro: facto, chavão ou utopia?”, por Mário Ceitil

5 de Junho, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
Mercedes-Benz

Nova campanha de recrutamento da Mercedes-Benz.io é uma Hackathon

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Atualidade laboral. O luto e a licença parental

Avaliação de desempenho: ferramenta de gestão ou elemento de prova?

23 de Julho, 2026
Entrevista a Domingos Pinto. Quando os dados guiam a produção: Simoldes dá forma à fábrica digital

Entrevista a Domingos Pinto. Quando os dados guiam a produção: Simoldes dá forma à fábrica digital

22 de Julho, 2026
Carla Caracol assume liderança de RH de Engineering & Construction na Proman

Carla Caracol assume liderança de RH de Engineering & Construction na Proman

10 de Março, 2026
Transparência salarial: a sua empresa está preparada? Descarregue este guia prático (gratuito)

Transparência salarial: a sua empresa está preparada? Descarregue este guia prático (gratuito)

29 de Julho, 2026
Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

29 de Julho, 2026
Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

29 de Julho, 2026

Agenda de Eventos

Out 20
8:30 - 18:00

Global Talent Day 2026

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 5
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: Total Rewards Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

A arquitetura do futuro é híbrida e desenha-se na S+A. Entrevista a Mafalda Carvalho

Mafalda Carvalho é a nova DRH da SER – Senior Exclusive Residences

28 de Julho, 2026
Gi Group Holding Portugal anuncia nova liderança. Saiba quem sucede a Thomas Marra

Gi Group Holding Portugal anuncia nova liderança. Saiba quem sucede a Thomas Marra

15 de Julho, 2026
Há um novo líder na Multicare. Saiba quem é

Há um novo líder na Multicare. Saiba quem é

6 de Julho, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');