O Fórum RH 2025, ponto de encontro de referência para profissionais de Recursos Humanos, voltou a afirmar-se como palco essencial para debater os grandes desafios e tendências do setor. A tarde do evento, marcada por mesas redondas e uma keynote disruptiva, trouxe à discussão temas críticos como o bem-estar organizacional, a guerra pelo talento internacional, o impacto da tecnologia e da Inteligência Artificial (IA) na gestão de pessoas, e a reinvenção do papel dos RH na era digital.
Bem-Estar: Pilar Estratégico e Motor de Produtividade
A sessão das 14h30 abriu com uma mesa redonda dedicada à construção de uma cultura de bem-estar que funcione para toda a empresa. Vanessa Henriques (IIRH), Diogo Brandão (Urban Sports Club), Sónia Fiuza (Central de Cervejas) e Catarina Cajada (Grunenthal) partilharam experiências e estratégias para posicionar o bem-estar como um pilar estratégico, e não apenas como um benefício acessório.
Ficou claro que o bem-estar impacta diretamente a produtividade, retenção e cultura das organizações. Diogo Brandão destacou a importância de oferecer diversidade e flexibilidade nas atividades de bem-estar, reforçando que “investir na energia e no espírito de equipa é investir no sucesso do negócio” 3. Sónia Fiuza sublinhou a necessidade de uma abordagem holística, olhando para o bem-estar como estratégia de negócio e envolvendo microinfluenciadores internos para promover uma cultura saudável 4. Vanessa Henriques reforçou o papel da liderança, alertando que só com o envolvimento dos líderes é possível criar ambientes de trabalho sustentáveis e motivadores 2.
Guerra de Talentos: O Posicionamento Internacional como Vantagem Competitiva
Às 15h10, a discussão centrou-se na “guerra de talentos” e no desafio de garantir um posicionamento internacional atrativo para captar e reter talento global. Cristina Martins de Barros (RHmagazine), João Caldeira (Go Fluent), Teresa Gandara (Noesis) e Nuno Oliveira (Zurich Portugal) debateram as melhores práticas de gestão de RH em contextos globais.
A gestão da interculturalidade foi apontada como fator crítico: Teresa Gandara partilhou que a cultura da Noesis, presente em vários países, é moldada pelos próprios colaboradores, promovendo proximidade e coesão, independentemente da geografia. O painel destacou ainda que colaboradores internacionais procuram propósito, desenvolvimento contínuo e ambientes inclusivos. A formação adaptada a diferentes realidades culturais e a aposta na confiança e transparência são essenciais para criar uma employer brand forte e global5.
Tecnologia e IA: O Futuro dos RH Já Chegou
Após o coffee break, a mesa redonda das 16h20 trouxe para o centro do debate o impacto da tecnologia e da IA na gestão de RDH. Luís Remelgado (Cegid), Mónica Lourenço (Dan Cake), Clara Estanqueiro (Lidl Portugal) e Inês Abreu (Supreme Sports Hospitality Lisboa) analisaram as principais dores dos gestores de RH e as vantagens da digitalização.
Os oradores foram unânimes: a adoção de soluções tecnológicas permite libertar tempo para tarefas estratégicas, melhorar a experiência do colaborador e garantir decisões mais informadas. No entanto, alertaram para a necessidade de uma gestão de mudança eficaz, capaz de superar resistências internas e garantir que as ferramentas digitais realmente respondem às necessidades da organização1. O debate abordou ainda o futuro do setor, antecipando uma gestão de RH cada vez mais data-driven, personalizada e orientada para o engagement.
Keynote: “Stop Hiring Humans” – A Reinvenção da Gestão de Talentos na Era da IA
O encerramento da tarde ficou a cargo de Rogério Canhoto, especialista em Inteligência Artificial e Transformação Digital, que trouxe ao Fórum RH uma visão provocadora sobre o futuro do trabalho. Na palestra “Stop Hiring Humans”, Canhoto desafiou os participantes a repensar o papel dos profissionais de RH num mundo onde a IA redefine processos, perfis e competências.
Segundo Canhoto, o talento em IA é escasso e altamente especializado, tornando-se um dos maiores desafios para a competitividade das empresas portuguesas. A sua intervenção destacou as oportunidades que a tecnologia oferece para reinventar a experiência do colaborador, desde a automação de tarefas repetitivas até à personalização do desenvolvimento de carreira. Para Canhoto, os líderes de RH que abraçarem a transformação digital estarão na linha da frente da inovação organizacional.
Conclusão
A tarde do Fórum RH 2025 demonstrou que o futuro dos Recursos Humanos passa, inevitavelmente, por uma abordagem estratégica ao bem-estar, uma visão global na gestão de talento, e uma aposta clara na tecnologia e na IA. Mais do que nunca, os profissionais de RH são chamados a ser agentes de mudança, promovendo culturas organizacionais saudáveis, inclusivas e preparadas para os desafios da nova era digital.
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