Como é que a D’accord se posiciona atualmente no mercado e o que evoluiu mais recentemente nesse posicionamento?
Somos uma empresa de trabalho temporário focada na execução, proximidade e capacidade de resposta, sendo vistos pelos clientes mais como um parceiro operacional do que como um fornecedor. Distingue-nos a rapidez
de resposta e a capacidade de aceitar desafios e dar-lhes resposta. Temos uma forma de trabalhar específica, refletida nos resultados, nomeadamente no fecho de vagas, fazendo a diferença para o cliente.
O que é que hoje fazem de forma diferente ou mais eficiente no vosso modelo de atuação?
Temos um procedimento bem definido, com um processo de recrutamento otimizado para o sucesso da colocação. Todos os consultores trabalham diariamente a base de dados, que está em constante atualização, permitindo que, quando surge um pedido, muitas vezes já tenhamos o candidato identificado.
A componente de recrutamento está estruturada em fases claras – análise curricular, entrevista ao cliente e admissão – sendo todas devidamente acompanhadas. O sistema informático auxilia-nos, alertando para a retoma de contactos e garantindo que não há candidatos esquecidos, feedback por dar ou temas pendentes. Isto permite centralizar e informatizar a informação e assegurar um acompanhamento próximo ao cliente, que é uma das nossas principais características. Além disso, temos um modo de operar transversal a toda a organização. A forma de trabalhar assenta em valores comuns – empatia, transparência, respeito e paixão – que procuramos transmitir em todas as fases do processo, tanto a clientes como a candidatos.
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Tendo em conta essa evolução, o que explica, na prática, o crescimento recente da D’accord?
A consolidação de processos e o crescimento da equipa, a par da expansão da rede de escritórios. Atualmente, temos três escritórios a nível nacional: no Algarve (Albufeira), em Lisboa (Parque das Nações) e no Norte (Gaia). Temos prevista a abertura de novas lojas em Aveiro, Setúbal (em fase de planeamento) e Leiria, durante 2026. Não sabemos ainda se conseguiremos concretizar as três, mas duas já estão asseguradas.
Estas localizações correspondem a zonas onde identificamos maior necessidade de proximidade. Para garantir essa presença, iremos contar com consultores, account managers e outras funções que promovam um contacto mais direto com o cliente.
Olhando para o setor como um todo, que papel assume hoje o trabalho temporário nas organizações em Portugal?
O trabalho temporário é uma área que, neste momento, está em decréscimo, como demonstram os resultados. Existe alguma resistência, num contexto de incerteza e de conflitos, que leva à desaceleração ou paragem de determinadas indústrias. Ainda assim, assume um papel relevante, funcionando como resposta às variações e necessidades das empresas fora do seu headcount habitual. Sempre que existe uma necessidade pontual, o trabalho temporário permite dar essa resposta.
Tem também a função de ponte entre um candidato sem emprego e um que passa a ter um trabalho efetivo, após demonstrar o seu valor e competências durante esse período. Aliás, na empresa temos plena consciência de que, quando um colaborador transita para o cliente, isso representa menos faturação para a D’accord. Ainda assim, é encarado como um sinal de missão cumprida. É o maior elogio ao nosso trabalho.
E, mais recentemente, o que mudou na forma como as empresas recorrem a este tipo de solução?
Existe uma urgência crescente por parte das empresas, com menor planeamento ao nível do recrutamento em trabalho temporário. As necessidades surgem de forma cada vez mais reativa e exigem resposta imediata, o que nos obriga a reforçar o trabalho de prevenção.
Que perfis são atualmente mais difíceis de recrutar? E, nesse contexto, como trabalham a preparação e o alinhamento dos candidatos para essas funções?
Recrutamos todo o tipo de perfis, sendo que os mais técnicos representam um maior desafio. Existem também funções – como a limpeza de ruas – que, apesar de essenciais, enfrentam alguma resistência por parte dos candidatos, sobretudo em áreas mais operacionais.
Desde a fase de entrevista, realizamos um pequeno onboarding e gerimos as expectativas de forma clara, garantindo que os candidatos chegam à empresa cliente devidamente informados sobre as funções
que irão desempenhar.
Falando agora de inovação, o que é o D’accord Hub e que objetivos estão associados a este projeto?
Será um espaço de partilha de oportunidades e experiências, conceito que vamos implementar na loja de Aveiro, com abertura prevista para o dia 1 de junho. Trata-se de um espaço onde qualquer candidato pode candidatar-se ou informar-se sobre vagas de emprego. O objetivo é aproximarmo-nos do mercado de trabalho e dos candidatos da zona e, simultaneamente, permitir a partilha de experiências, para articularmos a melhor solução possível.
Numa perspetiva de futuro, que ambição têm para a D’accord nesta nova fase?
Prevemos encerrar o ano com um volume de vendas na ordem dos 12 milhões de euros, superando a faturação do ano passado. Ao nível do posicionamento, o objetivo é integrar o top 20 do setor do trabalho temporário nos próximos cinco a dez anos, idealmente, num horizonte mais próximo de cinco anos.
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E que papel pretendem assumir no futuro do trabalho em Portugal?
Queremos ser uma empresa facilitadora, ajudando as empresas a encontrar o candidato certo e os candidatos a encontrar a oportunidade certa. Assumimos também um papel social, contribuindo para integrar candidatos que não estavam a ser selecionados e para preencher vagas que, de outra forma, ficariam por ocupar, promovendo o crescimento da sociedade. No fundo, queremos estar o mais próximo possível de fazer a diferença.
Por dentro da D’accord
- 18 consultores de recrutamento
- Rede atual: 3 escritórios (Albufeira, Lisboa e Gaia)
- Expansão prevista (2026): Aveiro, Setúbal e Leiria
- D’accord Hub (Aveiro): abertura a 1 de junho
- Volume de negócios: ~12 milhões de euros previstos para 2026
Artigo publicado na edição 164 da RHmagazine, referente aos meses de maio e junho de 2026
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