ASSINAR NEWSLETTER
Segunda-feira, Outubro 12, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

Opinião Ana Pinto, Universidade Europeia. Antes de perguntar o que precisamos de aprender, precisamos de perguntar como vai mudar o trabalho

Este artigo de opinião é assinado por Ana Pinto, especialista em aprendizagem organizacional e gestão do talento e Professora Auxiliar Convidada na Universidade Europeia.

IIRH Por IIRH
12 de Outubro, 2026
em DESTAQUES, OPINIÃO
0
Opinião Ana Pinto, MEO e comunidade L&D do iiRH. De gestores de formação a consultores internos: a evolução necessária dos profissionais de Learning and Development
6
Partilhas
71
Visualizações

Por Ana Pinto, especialista em aprendizagem organizacional e gestão do talento e Professora Auxiliar Convidada na Universidade Europeia

Durante muito tempo, o processo de trabalho das equipas de Learning & Development foi relativamente linear: identificar necessidades, desenhar formação, desenvolver competências e esperar que essas competências se traduzissem em melhor desempenho. Com a necessidade atual de atualização e aprendizagem contínua, este processo é insuficiente (e ineficiente).

A inteligência artificial (IA) tornou as necessidades mais urgentes, mas não é a única causa. Transformação tecnológica, novos modelos de negócio, alterações demográficas e, por isso, novas formas de organização do trabalho estão a modificar aquilo que as organizações precisam de ser capazes de fazer.

Esta realidade exige a que as equipas de L&D se posicionem de outra forma e revejam o processo anterior, começando-o um pouco antes. Antes de perguntarmos “o que precisam as pessoas de aprender?”, precisamos de perguntar: “Como está a mudar o trabalho e que capacidades precisamos de construir, na organização, para garantir os nossos resultados de forma sustentável?”. Esta diferença parece pequena, mas não é.

Do skills gap ao work gap

Nos últimos anos, as skills ganharam um lugar central na agenda de recursos humanos: future skills, skills-based organizations, skills taxonomies, assessments e marketplaces de talento são conceitos já utilizados em larga escala. Permitiu-nos sair da lógica formal dos cargos para pensar no que as pessoas precisam, efetivamente, de fazer (e como). Mas qual o perigo desta abordagem? Podemos estar a construir excelentes mapas de competências para um trabalho que entretanto está a mudar.

A IA vem potenciar esta situação: funções que estão a mudar, começando pelas tarefas que lhe estão associadas: algumas continuam essencialmente humanas, outras passam a ser realizadas com apoio de IA, outras podem ser automatizadas.

Human-led | AI-assisted | AI-executed

É desta nova distribuição do trabalho que deveriam nascer muitas das nossas decisões sobre organização do trabalho, pois não conseguimos identificar corretamente as competências futuras sem compreender primeiro o trabalho futuro.

Existe atualmente uma pressão compreensível para desenvolver AI literacy. Precisamos de compreender as ferramentas, aprender a utilizá-las e perceber como podem aumentar a nossa produtividade, mas essa é apenas a primeira camada. Quanto mais capacidade delegamos à tecnologia, maior é a importância das competências que nos permitem avaliar aquilo que a tecnologia produz.

A investigação recente da IBM Institute for Business Value, realizada com 1.500 CHROs e 8.800 trabalhadores em 28 países, encontrou um gap particularmente interessante: 71% dos CHROs consideram essencial saber supervisionar, validar e contrariar outputs produzidos por IA, mas apenas 29% dos trabalhadores atribuem a mesma importância ao judgement.

Critical thinking, judgement e problem framing deixam, assim, de ser apenas as tradicionais “soft skills”. Num contexto de trabalho humano + IA, tornam-se também mecanismos de qualidade, decisão e controlo. E aqui devo desafiar: estaremos tão concentrados em ensinar as pessoas a utilizar IA que nos estamos a esquecer de desenvolver a capacidade para saber quando não confiar nela?

Reskilling não é formação

Neste contexto, aumentando, fazendo desaparecer e aparecer outras funções, apostamos em forte no reskilling, mas será que o estamos a fazer da forma correta? Identificar como o trabalho vai mudar → identificar as capabilities necessárias → desenvolver novas skills → criar oportunidades de prática → demonstrar proficiency → mobilizar as pessoas para o novo trabalho.

Se o último passo não acontecer, podemos ter realizado um excelente programa de formação, mas não fizemos verdadeiro reskilling, pois não é criado o contexto para que as pessoas possam integrar o que desenvolveram na prática, garantindo resultados no seu contexto de trabalho. Esta distinção obriga também a aproximar áreas que muitas vezes continuam a trabalhar separadamente: Strategic Workforce Planning, Talent Management, Career & Mobility e L&D.

Porque a questão já não é apenas quantas pessoas conseguimos desenvolver. É, acima de tudo: que capacidades conseguimos construir e colocar onde o negócio precisa delas?

Uma academia não deveria começar pelos conteúdos

Esta mudança tem implicações diretas na forma como pensamos as Academias Corporativas: quando começamos a desenhar uma academia, é tentador começar pelo que é mais visível: Que cursos terá? Que conteúdos? Que plataforma? Que parceiros? Que modelo de aprendizagem? – e são perguntas necessárias, mas não deveriam ser as primeiras.

Uma academia tem de começar por uma questão estratégica: que capacidades precisa esta organização de construir para executar a sua estratégia? Só depois deveríamos perguntar quais são as skills necessárias, onde estão os gaps e que experiências permitem desenvolvê-las.

A sequência muda: Strategy → Work → Capabilities → Skills → Practice → Deployment → Performance, e é esta mudança que transforma uma academia de uma coleção organizada de formação numa verdadeira infraestrutura de capability building.

Se o objetivo é desenvolver capacidade organizacional, precisamos de acrescentar outros KPIs aos atualmente seguidos: Proficiência, Aplicação, Mobilidade, Performance, Time to Proficiency. É uma pergunta bastante diferente de “quantas horas de formação realizámos este ano?”. E obriga L&D a olhar para o que acontece depois da aprendizagem.

Talvez esteja aqui o verdadeiro “D” de L&D

Durante anos discutimos como tornar L&D mais estratégico, mas ser estratégico não significa apenas conhecer melhor o negócio, utilizar uma linguagem mais financeira ou estar presente nas reuniões certas. Significa tornar a aprendizagem num ativo das organizações – compreender estratégia, trabalho, workforce e capabilities, acompanhar aplicação, mobilidade e performance.

Este modelo exige mudar a primeira pergunta que fazemos quando alguém nos pede formação – em vez de começarmos por “O que precisam estas pessoas de aprender?”, começar por “O que precisamos que sejam capazes de fazer, para executar a estratégia?”.

É também a partir destas questões que, nos dias 17 e 18 de novembro, vou trabalhar no iiRH o programa Como Criar Empresas-Academia. Mais do que discutir como organizar formação numa academia, vamos partir da estratégia e das competências críticas, trabalhar future skills, upskilling e reskilling, explorar diferentes formas de aprender e chegar ao desenho de academias capazes de ligar desenvolvimento à realidade e às prioridades de cada organização.

Porque, no final, uma Empresa-Academia não se define pela quantidade de formação que disponibiliza. Define-se pela sua capacidade de transformar continuamente estratégia em capacidades, capacidades em desenvolvimento e desenvolvimento em performance.


Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI

Mais sobre academias corporativasaprendizagem contínuaCompetênciasDesenvolvimento de competênciasdesenvolvimento organizacionalformacaofuture skillsGestão de pessoasIAInteligência ArtificialL&DLearning & DevelopmentMobilidade Internarecursos humanosreskillingRHTalentoTransformação digitalupskilling
Notícia anterior

Anette Van de Loo (Reys): “Para compreender os portugueses, é preciso ler nas entrelinhas”

Notícia seguinte

O salário mínimo vai subir em 2027. Saiba quais os três valores em cima da mesa

Recomendamos

United Hospitality Management tem nova responsável de RH para a Europa. Quem foi escolhida?

United Hospitality Management tem nova responsável de RH para a Europa. Quem foi escolhida?

12 de Outubro, 2026
Desemprego em Portugal atingiu os Valores Máximos do Ano de 2024 no mês de Novembro

O desemprego vai continuar a descer? Eis a previsão do Governo para o próximo ano

12 de Outubro, 2026
Bem-estar no trabalho. Como conseguiu esta campanha mobilizar 80% dos colaboradores?

Bem-estar no trabalho. Como conseguiu esta campanha mobilizar 80% dos colaboradores?

12 de Outubro, 2026
Portugal já tem seis escolas entre as melhores do mundo na formação executiva. E há uma estreia no ranking do Financial Times

Há três MBA portugueses entre os 100 melhores do mundo. Um deles subiu 26 lugares

12 de Outubro, 2026
Estes foram os seis temas críticos que fizeram cair o acordo da reforma laboral

O salário mínimo vai subir em 2027. Saiba quais os três valores em cima da mesa

12 de Outubro, 2026
Anette Van de Loo (Reys): “Para compreender os portugueses, é preciso ler nas entrelinhas”

Anette Van de Loo (Reys): “Para compreender os portugueses, é preciso ler nas entrelinhas”

9 de Outubro, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
Estes foram os seis temas críticos que fizeram cair o acordo da reforma laboral

O salário mínimo vai subir em 2027. Saiba quais os três valores em cima da mesa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
RH Talk – O Paradoxo de 2026: mais tecnologia, menos energia humana?

RH Talk – O Paradoxo de 2026: mais tecnologia, menos energia humana?

25 de Junho, 2026
Déjà vu: Banco de horas. Flexibilidade ou retrocesso?

Comportamentos extralaborais: quando pode a empresa intervir disciplinarmente?

16 de Março, 2026
Sabe em que condições pode aplicar a isenção de horário de trabalho?

Sabe em que condições pode aplicar a isenção de horário de trabalho?

11 de Novembro, 2024
Reportagem – De marca conhecida a empregador desejado: por dentro da estratégia da Danone

Reportagem – De marca conhecida a empregador desejado: por dentro da estratégia da Danone

12 de Outubro, 2026
United Hospitality Management tem nova responsável de RH para a Europa. Quem foi escolhida?

United Hospitality Management tem nova responsável de RH para a Europa. Quem foi escolhida?

12 de Outubro, 2026
Desemprego em Portugal atingiu os Valores Máximos do Ano de 2024 no mês de Novembro

O desemprego vai continuar a descer? Eis a previsão do Governo para o próximo ano

12 de Outubro, 2026

Agenda de Eventos

Out 20
8:30 - 18:00

Global Talent Day 2026

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 4
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: People Analytics Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

United Hospitality Management tem nova responsável de RH para a Europa. Quem foi escolhida?

United Hospitality Management tem nova responsável de RH para a Europa. Quem foi escolhida?

12 de Outubro, 2026
Verdasca Group escolhe Sónia Afonso como nova Diretora de Recursos Humanos

Sónia Afonso é a nova Diretora de Recursos Humanos da Marec, Espaço Casa

7 de Outubro, 2026
Quem é o novo administrador do Grupo Egor? Vem do recrutamento e é psicólogo

Quem é o novo administrador do Grupo Egor? Vem do recrutamento e é psicólogo

6 de Outubro, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');