Autor: João Miguel Esteves Almeida, Human Capital Business Analyst da TAP Portugal
Passado 5 meses do artigo de opinião que escrevi, parece-me importante continuar a refletir sobre o que será o “novo normal” das empresas.
Quando estamos novamente remetidos a um novo confinamento, e quando muitos, desde março de 2020, continuam permanentemente a trabalhar desde casa, sem qualquer contacto físico com a sua empresa, parece-me ser fundamental falar dos líderes como catalisadores do sucesso das equipas.
São eles que mantêm (ou não) os diversos elos da cadeia de forma a que o propósito comum da empresa seja garantido. Se as pessoas não estiverem alinhadas nesse propósito e na estratégia e objetivos comuns da organização, para além da provável desmotivação, a sua produtividade irá ser reduzida.
Este período de pandemia não melhorou ou piorou a capacidade dos líderes, apenas evidenciou as suas características. Os que confiam, delegam e monitorizam, aliando uma nova forma de comunicar, conseguiram com mais facilidade manter a motivação, a estratégia e o propósito bem alinhados da sua equipa atingindo melhores resultados e com um bem-estar das equipas, nos dias de hoje, cada vez mais procurado.
É nesta nova forma de comunicação, necessária para mitigar o distanciamento físico, fomentando as interações emocionais e elevando a vertente humana, de forma a que o sentimento de união e pertença à empresa se mantenha, que o novo normal se irá construir.
Quando as empresas começarem a querer retomar o trabalho presencial com uma maior frequência, e com a adaptação que as pessoas já tiveram a novos hábitos de trabalho, gerindo o seu tempo pessoal e profissional de uma forma diferente, algumas, até com a deslocalização física da sua residência habitual, serão os fatores acima mencionados fundamentais para o sucesso e bem-estar das diversas equipas e, consequentemente, para o sucesso e produtividade das mesmas. Se o sentimento de pertença, de equipa ou mesmo de família não existir, o “regresso” será doloroso, criando novamente disrupções e reduções de produtividade.
É desta forma essencial que os líderes, para além de uma comunicação transparente e verdadeira, definam objetivos concretos, ainda mais essenciais em teletrabalho, e que, além de acompanharem operacionalmente as suas equipas, tenham uma especial atenção no acompanhamento emocional.
Este novo normal trouxe-nos a necessidade de implementar/adaptar processos mais rápidos e mais ágeis e evidenciou todo o potencial da tecnologia, colocando-a como parte integrante do negócio e transformando a forma como trabalhamos, mas deixando também muito evidente a necessidade de estarmos com pessoas. São estas ligações que transformam positivamente o resultados das equipas.
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