De que forma a LEROY MERLIN atrai e retém talento em áreas técnicas e especializadas, como a bricolage e serviços de construção?
O processo de gestão de talento é um eixo estratégico para a empresa, de forma a dar resposta às necessidades de expansão e desenvolvimento. Atendendo à diversidade das equipas, procuramos dar resposta aos diferentes grupos, de forma cada vez mais customizada e segmentada, seja a nível formativo, de modelos de trabalho ou mesmo de benefícios flexíveis.
Tendo em conta que a maioria das equipas trabalha em atividades de venda e operações, apostamos num ambiente de trabalho seguro e saudável. Somos intransigentes com as regras de segurança que complementamos com uma abordagem pedagógica, orientada à prevenção e ao bem-estar, com serviços de fisioterapia, ginástica laboral e medicina curativa, de fácil acesso a todos os colaboradores.
Quais são as principais tendências em RH e como está a LEROY MERLIN a adaptar-se a elas?
A crescente e generalizada escassez de talento é um desafio. Acreditamos que uma estratégia de desenho, comunicação e implementação de EVP customizada por segmentos críticos pode ser diferenciadora. Ir ao encontro das necessidades e interesses dos nossos colaboradores, com programas de formação adaptados, planos de carreira customizados e benefícios diferenciados e flexíveis faz parte da nossa abordagem. Em paralelo, continuaremos a apostar na ativação forte da nossa cultura “human first”, que acreditamos ser um fator de diferenciação e retenção.
Os estudos indicam que a reputação da marca empregadora é cada vez mais um fator de decisão preponderante para os candidatos, pelo que temos vindo a investir em iniciativas que visam a contínua adaptação, personalização e divulgação daquilo que é a EVP na LEROY MERLIN.
O tema da flexibilidade e do bem-estar têm-nos vindo a desafiar em dois sentidos: a evolução para modelos de trabalho e contratuais mais flexíveis como forma de garantir uma resposta ágil do ponto de vista de mão-de-obra face às necessidades de negócio e à escassez de talento e, em segundo lugar, a necessidade de integrar expetativas do lado do empregador e colaborador no que diz respeito ao home office e à perceção de bem-estar.
A AI e automatização dos processos de trabalho está também na ordem do dia e estamos a trabalhar para identificar oportunidades de simplificação, produtividade e libertação de tempo para tarefas de maior valor acrescentado, não em substituição, mas em suporte à nossa operação e às nossas equipas.
Artigo publicado na edição 155 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2024
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