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envelhecimento da população ativa, a entrada de novas gerações no mercado de trabalho e a aceleração tecnológica estão a redesenhar as equipas dentro das organizações. Liderar pessoas hoje implica compreender diferentes motivações, estilos de aprendizagem e expectativas de carreira.
Neste novo contexto, que competências deve desenvolver quem gere equipas multigeracionais? Questionámos o Conselho Editorial da RHmagazine.
Alfredo Silva, Former DRH da Nestlé (Europa, África e Médio Oriente)
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Tive oportunidade de trabalhar num grupo onde todas as gerações estavam bem representadas e isso sempre funcionou como uma oportunidade e não como um problema. Iniciativas de muito êxito como Reverse Mentoring, onde jovens são mentores de colegas com mais idade para aumentar as capacidades digitais ou em sustentabilidade aumentou exponencialmente as qualificações e criou um enorme espírito de pertença. Adaptação das pessoas e organização através de Life, Long, Learning é também um requerimento essencial. Finalmente, as características dos leaders neste ambiente será de inspirar e desenvolver as suas equipas, permitir responsabilidade, adaptabilidade e assunção de riscos construindo diversas e ágeis equipas e conhecendo as particularidades de cada geração para melhor gerir também individualmente através de upskilling e reskilling. Como resultado uma cultura vencedora e de valores.”
Carlos Courelas, Diretor de Recursos Humanos da Servier Portugal
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A gestão de equipas multigeracionais exige inteligência emocional, comunicação adaptativa, capacidade de mediação e construção de consensos. Uma liderança inclusiva e tomada de decisão transparente e equitativa. Implica flexibilidade organizacional, personalização de percursos de carreira, promoção de aprendizagem contínua e mentoria bidirecional, valorizando diferentes ritmos, expectativas e formas de trabalhar, com foco na coesão, propósito comum e sustentabilidade das carreiras.”
Emília Roseiro, Diretora de Recursos Humanos da Bel para a Europa do Sul & Turquia
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Gerir equipas multigeracionais exige comunicação ajustada a diferentes estilos, respeito autêntico pela diversidade, flexibilidade na liderança e incentivo à aprendizagem intergeracional. É fundamental reconhecer e valorizar competências, experiências e motivações distintas, promovendo colaboração, inclusão e desenvolvimento contínuo para potenciar o melhor de cada geração.”
Joana Santos Silva, CEO e Professora do ISEG Executive Education
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A principal competência é desaprender estereótipos. A ideia de que a idade determina ambição, lealdade ou competência é um mito que todas as gerações ajudam a perpetuar. Liderar equipas multigeracionais exige curiosidade radical, gestão baseada em evidências e foco em resultados – não em rótulos confortáveis que sabotam a colaboração e o desempenho.”
Artigo publicado na edição 163 da RHmagazine, referente aos meses de março e abril de 2026
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