ASSINAR NEWSLETTER
Sexta-feira, Julho 31, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

A nova “dor de cabeça” dos RH chama-se quiet cracking e está a afastar colaboradores sem que ninguém dê conta

O problema já não é apenas quem sai da empresa. É também quem fica, mas deixou de estar verdadeiramente ligado ao trabalho. Quem o diz é a Eurofirms - People first.

Ana Rita Rebelo Por Ana Rita Rebelo
11 de Maio, 2026
em DESTAQUE DA SEMANA, TENDÊNCIAS RH
0
A nova “dor de cabeça” dos RH chama-se quiet cracking e está a afastar colaboradores sem que ninguém dê conta
716
Partilhas
8k
Visualizações

À

superfície, tudo parece funcionar. Não há pedidos de demissão, conflitos ou quedas de desempenho. Mas, nos bastidores das organizações, cresce um fenómeno silencioso que começa a preocupar especialistas em gestão de talento e direções de recursos humanos (RH): o quiet cracking.

O alerta chega num comunicado da Eurofirms – People first, que identifica esta tendência como um dos “principais riscos para a produtividade, , com impacto direto no desempenho das equipas e nos custos operacionais”. A empresa fala num “processo de rutura interna progressiva” que passa despercebido em muitas empresas .

O que é e porque deve preocupar os RH?

No quiet cracking, o colaborador mantém-se em funções, cumpre tarefas e continua operacional. “A perda de iniciativa, a ausência emocional em reuniões e a denominada ‘hiper-conformidade’ quando o colaborador deixa de questionar ou propor soluções são os principais indicadores deste tipo de comportamento silencioso.”

“Nestes casos não existe uma carta de demissão, não há manifestações de conflito. Há apenas um vazio silencioso que pode passar despercebido até ser tarde demais. O maior risco para as empresas é não reconhecerem estes sinais a tempo e confundirem ausência de conflito com estabilidade”, afirma Cristina Rosa, People Leader do Eurofirms Group Portugal, citada na mesma nota de imprensa.

Segundo o mais recente relatório da Gallup sobre o mercado de trabalho global, apenas 19% dos trabalhadores em Portugal afirmam sentir-se envolvidos no trabalho. Ao mesmo tempo, 47% dizem experienciar níveis elevados de stress no dia a dia, um valor que supera tanto a média europeia como a média global. O cenário europeu revela igualmente níveis reduzidos de envolvimento profissional. Apenas 12% dos trabalhadores europeus se consideram verdadeiramente envolvidos no trabalho, enquanto a média mundial se fixa nos 20%.

O impacto já não é apenas humano ou organizacional. A quebra de envolvimento dos trabalhadores representa atualmente perdas equivalentes a 9% do PIB mundial em produtividade, de acordo com os dados citados pela empresa.

Na prática, esta desconexão traduz-se em mais absentismo, mais erros operacionais, menor iniciativa, desgaste das equipas e aumento dos custos de rotatividade. Em estruturas empresariais maiores, o risco tende a intensificar-se. A complexidade organizacional, os modelos híbridos e a distância entre lideranças e equipas tornam mais difícil identificar sinais de desgaste emocional antes de estes se agravarem.

Porque é que tantas empresas não estão a perceber os sinais?

A Eurofirms chama ainda a atenção para fatores culturais que podem favorecer o desenvolvimento silencioso deste fenómeno em Portugal. A dificuldade em contrariar hierarquias, a valorização excessiva da resiliência e a normalização de estados prolongados de desgaste emocional contribuem para que muitos colaboradores permaneçam em sofrimento silencioso sem verbalizarem o problema.

Em vez de rutura imediata, instala-se um afastamento progressivo. Esse distanciamento pode revelar-se particularmente difícil de detetar em culturas organizacionais muito orientadas para resultados ou em ambientes onde o desempenho técnico continua aparentemente estável.

Novas gerações estão a mudar as regras do jogo

A análise da Eurofirms aponta também para diferenças geracionais na forma como os trabalhadores se relacionam com o trabalho, reconhecimento e propósito. Na própria organização, onde cerca de 45% das pessoas têm entre 21 e 30 anos, a empresa identifica padrões distintos entre profissionais mais jovens e trabalhadores mais experientes.

Os colaboradores mais jovens tendem a valorizar propósito, reconhecimento, desenvolvimento e feedback contínuo. Já os profissionais mais experientes privilegiam estabilidade, previsibilidade e continuidade no exercício das suas funções.

Esta mudança de expectativas está a obrigar as empresas a repensarem modelos de liderança, comunicação interna e gestão de pessoas. Segundo a Eurofirms, já não basta garantir condições contratuais ou estabilidade profissional. O envolvimento passa cada vez mais pela qualidade da experiência de trabalho e pela perceção de reconhecimento individual.

Nesse contexto, a liderança ganha um peso determinante. A empresa defende que a prevenção do quiet cracking exige proximidade, escuta ativa e capacidade de identificar sinais subtis de afastamento antes de estes se tornarem irreversíveis.

Do quiet cracking ao quiet thriving

É precisamente dessa reflexão que surge um segundo conceito destacado pela multinacional: o quiet thriving. Se o quiet cracking representa afastamento emocional e progressivo, o quiet thriving traduz o cenário oposto. Trata-se de colaboradores que mantêm uma ligação sólida à organização, demonstrando motivação, energia e estabilidade de forma consistente, ainda que sem comportamentos exuberantes ou particularmente visíveis. A diferença entre ambos os estados está, como explica a Eurofirms, na qualidade da relação construída entre trabalhador e organização.

“Apesar dos sinais de desgaste, este é um fenómeno que pode ser prevenido. Quando existe escuta ativa, proximidade na liderança e um ambiente onde as pessoas se sentem reconhecidas, é possível criar equipas mais envolvidas e resilientes. O desafio das organizações passa por perceber o que não está a ser dito e agir antes que o afastamento se torne definitivo”, destaca Cristina Rosa.


Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI

Mais sobre absentismobem estarburnoutcultura organizacionaldesmotivaçãoEngagementEurofirmsEurofirms - People firstfelicidade no trabalhoGestão de pessoasliderançaMercado de trabalhoprodutividadequiet crackingQuiet Quittingquiet thrivingrecursos humanosRetenção de talentoRHSaúde mentalStressTrabalhadoresTrabalho híbrido
Notícia anterior

Estes foram os seis temas críticos que fizeram cair o acordo da reforma laboral

Notícia seguinte

Menos ego, mais empatia: o que os trabalhadores portugueses esperam dos líderes pode surpreender muitas empresas

Recomendamos

O mercado de trabalho acaba de dar um sinal que não se via desde 2011

O mercado de trabalho acaba de dar um sinal que não se via desde 2011

30 de Julho, 2026
Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

Entrevista a José Theotónio. Check-out de talento? No Pestana, a experiência cinco estrelas começa por dentro

29 de Julho, 2026
Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

Afinal, o que procuram os jovens numa carreira? Este estudo deixa pistas para os DRH

29 de Julho, 2026
Desemprego trava nos 5,8% e mercado de trabalho resiste – mas há sinais que não podem ser ignorados

A IA está a mudar o trabalho. Mas não como muitos temiam

23 de Julho, 2026
Porque é que o assédio no trabalho raramente acaba em sanção em Portugal?

ACT recebeu quase 3500 denúncias de assédio em 2025. Poucas deram origem a sanções

23 de Julho, 2026
Pacto de não concorrência. Das regras aos limites, o que diz o Código do Trabalho

Há profissionais que continuam a valer ouro, mesmo com as empresas a contratar menos. Falamos de si?

22 de Julho, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
Menos ego, mais empatia: o que os trabalhadores portugueses esperam dos líderes pode surpreender muitas empresas

Menos ego, mais empatia: o que os trabalhadores portugueses esperam dos líderes pode surpreender muitas empresas

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Já disponíveis as tabelas de retenção de IRS para 2026. Veja aqui!

Já disponíveis as tabelas de retenção de IRS para 2026. Veja aqui!

6 de Janeiro, 2026
Academias de formação: da visão à transformação

Academias de formação: da visão à transformação

11 de Março, 2026
Carla Caracol assume liderança de RH de Engineering & Construction na Proman

Carla Caracol assume liderança de RH de Engineering & Construction na Proman

10 de Março, 2026
Tem uma proposta de emprego em vista? Nova funcionalidade da Coverflex quer garantir que não lhe escapa nenhum detalhe

Tem uma proposta de emprego em vista? Nova funcionalidade da Coverflex quer garantir que não lhe escapa nenhum detalhe

30 de Julho, 2026
Novo ciclo no ISEG. Mário Caldeira assume presidência até 2030

Novo ciclo no ISEG. Mário Caldeira assume presidência até 2030

30 de Julho, 2026
O mercado de trabalho acaba de dar um sinal que não se via desde 2011

O mercado de trabalho acaba de dar um sinal que não se via desde 2011

30 de Julho, 2026

Agenda de Eventos

Out 20
8:30 - 18:00

Global Talent Day 2026

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 5
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: Total Rewards Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

Novo ciclo no ISEG. Mário Caldeira assume presidência até 2030

Novo ciclo no ISEG. Mário Caldeira assume presidência até 2030

30 de Julho, 2026
A arquitetura do futuro é híbrida e desenha-se na S+A. Entrevista a Mafalda Carvalho

Mafalda Carvalho é a nova DRH da SER – Senior Exclusive Residences

28 de Julho, 2026
Gi Group Holding Portugal anuncia nova liderança. Saiba quem sucede a Thomas Marra

Gi Group Holding Portugal anuncia nova liderança. Saiba quem sucede a Thomas Marra

15 de Julho, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');