Num mercado onde a retenção se tornou quase tão desafiante como a atração de talento, a cultura organizacional passou para o centro da estratégia. Na Crossjoin, essa ideia traduz-se numa aposta declarada na proximidade, no desenvolvimento contínuo e no equilíbrio entre desempenho e bem-estar. “Esta certificação é a validação externa de um compromisso interno: o de que a tecnologia só atinge a perfeição quando as pessoas que a criam estão em pleno equilíbrio”, afirma Susana Pires, People & Culture da Crossjoin, em entrevista à RHmagazine, a propósito da certificação Great Place to Work.
A distinção, com base na avaliação dos próprios colaboradores, é lida internamente como um reflexo da cultura que a empresa diz procurar consolidar. “Mais do que um prémio, lemos estes resultados como um voto de confiança na nossa gestão colaborativa, onde todos têm voz para influenciar a estratégia da empresa”, sublinha a responsável, destacando iniciativas ligadas à escuta ativa, acompanhamento individual e formação contínua.
Susana Pires faz também questão de referir que “a formação na Crossjoin não é um evento isolado, mas um ecossistema contínuo que transforma o potencial individual em performance de excelência”.
O que significa, para a Crossjoin, a certificação Great Place to Work?
Esta certificação é a validação externa de um compromisso interno: o de que a tecnologia só atinge a perfeição quando as pessoas que a criam estão em pleno equilíbrio. Para nós, ser um Great Place to Work significa que conseguimos transpor os nossos valores – integridade, sustentabilidade, transparência, comunicação e diligência – da nossa árvore de valores para a experiência real de cada crosser.
“A formação é um processo contínuo que ultrapassa o onboarding.”
Sendo uma distinção baseada na opinião dos colaboradores, que leitura fazem dos resultados obtidos?
Interpretamos os resultados como um sinal de que a nossa cultura de proximidade funciona. Os resultados indicam que as nossas práticas de auscultação são eficazes para identificar necessidades e implementar melhorias concretas. Mais do que um prémio, lemos estes resultados como um voto de confiança na nossa gestão colaborativa, onde todos têm voz para influenciar a estratégia da empresa.
Que práticas ou iniciativas consideram mais importantes para promover um bom ambiente de trabalho na empresa?
Destacamos um conjunto de iniciativas que equilibram o suporte profissional e pessoal:
- Acolhimento “Welcome on Board”: um processo estruturado com kit de boas-vindas e imersão na cultura desde o primeiro dia;
- Suporte integral: consultas gratuitas em cinco especialidades, incluindo psicologia e nutrição, extensíveis ao agregado familiar;
- Benefícios inclusivos: plano de saúde familiar, ginásio gratuito (Urban Sports Club), participação nos lucros e o kit de nascimento para novos pais;
- Eventos de coesão: celebrações de Natal com famílias, eventos de Verão e happy hours para fortalecer laços, sejam eles presenciais ou remotos;
- Espaços de conexão: polos tecnológicos (Almada e Aveiro) desenhados para o conforto, com espaços novos e áreas de descompressão que fomentam o convívio.
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A Crossjoin aposta na formação e desenvolvimento interno. Que papel tem esta área na experiência dos colaboradores?
Na Crossjoin, o desenvolvimento de competências é o motor que sustenta a nossa excelência tecnológica e a satisfação das nossas equipas. Mais do que um momento isolado, a formação é uma jornada contínua que começa antes mesmo do primeiro projeto.
Esta área desempenha papéis cruciais na experiência do colaborador:
- Integração e preparação técnica (Crossjoin Induction): a experiência de cada novo “Crosser” inicia-se com um programa de integração focado na preparação para os desafios reais dos projetos. Através da nossa formação de indução, garantimos que todos os novos talentos dominam não só as ferramentas técnicas, mas também as metodologias e os elevados padrões de qualidade que definem a nossa entrega;
- Mentoria e acompanhamento de proximidade: durante a fase inicial de preparação e integração em projeto, cada colaborador conta com o apoio do seu Delivery Manager, que atua como facilitador da cultura e orientador técnico, garantindo que a transição para as equipas de projeto ocorre com confiança, suporte constante e total alinhamento com o nosso ADN;
- Desenvolvimento individual: a formação é um processo contínuo que ultrapassa o onboarding. Através do Plano de Desenvolvimento Individual e do Project Expectations Settings (PES), cada crosser tem a liberdade de selecionar as competências que deseja reforçar – sejam elas técnicas ou soft skills -, de modo a garantir a sua evolução e crescimento contínuos, tanto nos projetos como na carreira;
- Agilidade na transição de carreira: o nosso modelo de formação apoia o colaborador em todos os momentos de mudança, seja na entrada num novo projeto, na exploração de novas tecnologias ou na ascensão de carreira. Este suporte garante que a nossa equipa está sempre preparada para desempenhar as suas funções com excelência, independentemente do nível de senioridade ou da complexidade do desafio;
- Alinhamento de expectativas: através de ferramentas como o PES, avaliamos e ajustamos expectativas de três em três meses, garantindo que a formação recebida está alinhada com os desafios reais dos projetos e com as ambições de progressão do colaborador.
Em suma, a formação na Crossjoin não é um evento isolado, mas um ecossistema contínuo que transforma o potencial individual em performance de excelência, promovendo uma cultura de mérito e transparência, onde o limite do crescimento é definido pela vontade de aprender de cada um.
Quais são hoje os principais desafios na atração e retenção de talento?
Os principais desafios na atração e retenção de talento na Crossjoin centram-se na elevada competitividade do setor tecnológico e na necessidade de garantir um alinhamento cultural profundo desde o primeiro contacto. Para captar os melhores profissionais, apostamos na transparência total, apresentando logo na fase de recrutamento um plano de carreira único e transversal, que clarifica as perspetivas de evolução real e igualitária para todos. Diferenciamos a nossa proposta de valor através de uma política de partilha de sucesso, na qual os resultados da empresa são distribuídos diretamente pelos colaboradores sob a forma de participação nos lucros e bónus.
No que toca à retenção, o grande desafio passa por manter a motivação e o bem-estar individual num mercado em constante mudança. Para o superar, utilizamos ferramentas de auscultação regular, como inquéritos de satisfação e de clima organizacional, que nos permitem detetar precocemente sinais de insatisfação e implementar planos de ação personalizados.
“A nossa prioridade mantém-se na escuta ativa, através de inquéritos regulares, ajustando as nossas estratégias às necessidades reais da equipa para assegurar um ambiente de trabalho saudável.”
Este acompanhamento é reforçado por um pacote de benefícios que privilegia o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, incluindo consultas gratuitas de psicologia e nutrição através dos nossos parceiros, garantindo que cada colaborador se sente valorizado na sua integralidade.
Que prioridades têm definidas para continuar a reforçar a cultura organizacional nos próximos anos?
As prioridades da Crossjoin para os próximos anos focam-se na consolidação de uma cultura de proximidade e no investimento contínuo no bem-estar e desenvolvimento dos seus colaboradores. Uma das principais apostas passa pela melhoria das infraestruturas físicas, com a conclusão das obras de expansão no Polo Tecnológico de Almada em 2026, que incluirá um novo auditório e uma copa, reforçando a importância do contacto humano e da mentoria presencial.
Pretendemos aprofundar a nossa cultura de inovação participativa, garantindo que os canais de comunicação direta com a liderança e os fóruns de co-criação prévios aos kick-offs continuem a permitir que as ideias de quem está na linha da frente influenciem as decisões estratégicas da empresa.
A sustentabilidade continuará a ser um pilar central, tanto através do incentivo à mobilidade verde, com a disponibilização de carregadores elétricos, como pelo apoio à economia local através de parcerias de proximidade.
Acima de tudo, a nossa prioridade mantém-se na escuta ativa, através de inquéritos regulares, ajustando as nossas estratégias às necessidades reais da equipa para assegurar um ambiente de trabalho saudável, produtivo e que valorize o equilíbrio integral entre a vida profissional e pessoal.
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