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BMA nasceu há cinco anos em Lisboa com foco exclusivo no design e construção de escritórios. Porquê essa aposta num mercado dominado por grandes players?
Tínhamos uma convicção muito clara: existia espaço para uma empresa altamente especializada em Design & Build de escritórios, capaz de oferecer uma abordagem mais focada, ágil e próxima dos clientes. Mais do que competir com os grandes players, quisemos complementar o mercado com uma proposta de valor diferenciadora.
Desde o primeiro dia acreditámos que um escritório não deve ser apenas um espaço onde se trabalha. Deve ser um local onde as pessoas se sentem inspiradas, colaboram, inovam e desenvolvem o seu potencial. Ao fim de cinco anos, continuamos a acreditar que o verdadeiro valor dos escritórios está nas pessoas que os vivem.
Estão a relançar a marca. O que representa esta nova fase?
Representa, acima de tudo, a evolução natural de um projeto que conquistou uma posição relevante no mercado português. Sentimos que era o momento certo para atualizar a nossa identidade e garantir que a marca reflete aquilo que a BMA é hoje e o que ambiciona ser. Não é uma mudança de direção, mas um reforço da nossa essência: mantemos a especialização, a proximidade e o compromisso com a mestria na criação de espaços de trabalho. É também uma forma de chegarmos a novos públicos e novos decisores que ainda não conhecem a BMA.
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Que papel tem a ligação a Paris na operação portuguesa?
Faz parte do ADN da BMA. Foi em Paris que a marca nasceu e essa ligação mantém-se viva pela proximidade entre as operações e pela participação do presidente da BMA França na estrutura acionista da empresa em Portugal. Esta relação permite uma partilha permanente de conhecimento e melhores práticas. A combinação entre experiência internacional e conhecimento da realidade portuguesa é um dos fatores que nos distingue.
Os diretores de recursos humanos ganharam peso nas decisões sobre escritórios. O que mudou nas organizações?
Quando iniciámos a atividade em Portugal, surpreendeu-nos a participação ainda limitada destas equipas nestas decisões. Essa realidade mudou. Hoje vemos os recursos humanos envolvidos desde as fases iniciais dos projetos e, em muitos casos, a liderar o processo. As organizações perceberam que os seus maiores desafios estão na atração, retenção e envolvimento do talento, e o escritório deixou de ser uma infraestrutura física para passar a ser uma ferramenta estratégica de cultura, colaboração e desempenho.
O que pedem hoje os RH quando pensam num novo espaço de trabalho?
Muito mais do que um escritório funcional. Se há alguns anos as preocupações estavam centradas na ocupação do espaço e na eficiência operacional, hoje os temas mais recorrentes são a experiência do colaborador, o bem-estar, a colaboração entre equipas e a capacidade de o escritório reforçar a cultura da empresa. Pedem ambientes que promovam a interação, mas também a concentração e diferentes formas de trabalhar. O espaço físico passou a ser uma extensão da marca empregadora.
E como contribui para atrair e reter talento e para o regresso presencial?
Hoje as pessoas já não se deslocam ao escritório apenas porque é o local onde o trabalho acontece. Um escritório bem pensado atrai talento porque transmite a cultura e a ambição da organização; é muitas vezes o primeiro contacto físico de um candidato com a empresa. Na retenção, espaços desenhados em função das necessidades reais das equipas promovem o sentimento de pertença.
Quanto ao regresso presencial, acreditamos que as imposições criam desafios; a melhor forma é a criação de valor. As pessoas regressam quando encontram razões para isso: colaboração, aprendizagem, interação social e cultura.
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Que erros veem as empresas cometer quando redesenham os seus espaços?
O maior erro é encarar o redesenho apenas como um projeto de arquitetura, quando se trata de um projeto de transformação organizacional. Muitas empresas focam-se na estética sem compreender como as equipas trabalham. Outro erro frequente é não envolver as pessoas certas desde o início ou replicar soluções de outras empresas sem considerar a própria cultura.
Os projetos mais bem-sucedidos começam por uma pergunta simples: como pode este espaço ajudar as nossas pessoas a trabalhar melhor e a sentir-se ligadas à organização?
Como será o escritório em 2030?
Será menos um local obrigatório e mais um destino escolhido pelas pessoas. Mais flexível, mais tecnológico, mas acima de tudo mais humano, desenhado para promover colaboração, inovação, aprendizagem e cultura organizacional. Temas como sustentabilidade e bem-estar tornar-se-ão requisitos básicos.
Se tivesse de destacar uma característica, diria que será um espaço cada vez mais centrado nas pessoas. No fundo, não será apenas um lugar onde se trabalha. Será um lugar onde a cultura ganha vida.
BMA Portugal em números
2021 | ano de apresentação em Lisboa
18 colaboradores | acima de 20 até ao final do ano
4,0 M€ | faturação em 2025, com 6,0 M€ expectáveis em 2026
+115 | projetos por ano
15.000 m2 | intervencionados, aprox., em 2026
Artigo publicado na edição n.º 1 da Employer Branding by RHmagazine
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