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felicidade no trabalho volta a ganhar palco dentro das organizações portuguesas. No próximo dia 26 de maio, a iniciativa Happiness Works regressa para revelar quais são as empresas mais felizes de Portugal em 2026.
O evento realiza-se na Escola 42, em Lisboa, entre as 17h e as 19h50, e reunirá líderes empresariais, gestores de recursos humanos e especialistas de diferentes setores para discutir o impacto da felicidade organizacional no desempenho das empresas. A sessão arranca com as boas-vindas de José Carlos Lourenço, CEO da Media Nove, e de Guilhermina Vaz Monteiro, Cofundadora do Happiness Works. Segue-se a apresentação dos resultados do estudo Happiness Works 2026 por Georg Dutschke, também Cofundador da iniciativa.
O programa inclui ainda uma mesa-redonda dedicada ao tema “O futuro do trabalho”, com a participação de Ana Luísa Beirão, Partner da SRS Legal, de Filipa Jardim da Silva e de Rita Baptista. A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para as 19h00 seguindo-se, pelas 19h40, um momento cultural em parceria com a Urban Sports Club.
Mais do que um ranking, o estudo Happiness Works tornou-se, ao longo dos últimos 15 anos, uma das principais referências nacionais na análise da relação entre felicidade, liderança e sustentabilidade organizacional. Desde 2012, a metodologia avalia indicadores como confiança, reconhecimento, propósito, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ambiente de trabalho e qualidade das lideranças.
Os resultados acumulados ao longo dos anos mostram um padrão: organizações com níveis mais elevados de felicidade tendem a apresentar menores níveis de rotatividade, maior capacidade de retenção de talento, mais engagement e melhores resultados internos e externos.
Para Guilhermina Vaz Monteiro e Georg Dutschke, Cofundadores da iniciativa, a felicidade organizacional deixou há muito de ser um conceito abstrato. “Durante décadas, as organizações mediram quase tudo: produtividade, resultados financeiros, performance, turnover, crescimento. Mas ignoraram sistematicamente uma das variáveis mais críticas para a sustentabilidade humana e económica: a felicidade organizacional.”
Os responsáveis recordam que foi precisamente dessa inquietação que nasceu o projeto. “Em 2011 começámos a questionar colaboradores de diferentes organizações sobre o que significava, afinal, ser um profissional feliz.” A partir dessa análise, acrescentam, foi desenvolvido “um questionário calibrado para medir felicidade organizacional com rigor científico, dando origem a uma metodologia inovadora e única em Portugal”.
O objetivo, garantem, nunca foi criar “mais um estudo de clima” nem produzir “rankings vazios de significado”. O desafio passava por “compreender, com evidência, de que forma liderança, confiança, reconhecimento, propósito, comunicação e qualidade das relações influenciam não apenas o bem-estar das pessoas, mas também a sustentabilidade e o desempenho das organizações”.
Ao longo deste percurso, os fundadores admitem que se tornou evidente um padrão comum nas empresas. “Os problemas mais críticos das organizações raramente começam nos indicadores financeiros. Começam muito antes – silenciosamente – na erosão da confiança, da liderança e da ligação emocional ao trabalho.” É por isso que defendem que medir variáveis humanas deixou de ser complementar. “Passou a ser uma necessidade estratégica.”
“Celebrar quinze anos não é apenas olhar para trás. É assumir um compromisso com o futuro”, sublinham. E deixam uma convicção clara sobre os próximos anos: “Se os últimos anos demonstraram que felicidade e desempenho caminham juntos, a próxima década continuará a exigir algo ainda mais transformador: integrar métricas humanas no centro das decisões estratégicas, económicas e organizacionais”.
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