Como é que a estratégia de crescimento da Greenvolt se tem refletido, na prática, nas políticas de recursos humanos (RH)?
O alinhamento entre RH e negócio é um dos nossos principais pilares. Num contexto marcado pela diversidade – com presença em 19 geografias e equipas de mais de 45 nacionalidades -, esta estratégia ganha ainda mais relevância. A riqueza multicultural do grupo permite-nos integrar diferentes perspetivas, promover a inovação e adaptar as melhores práticas às especificidades de
cada mercado.
Após quatro anos de forte expansão, estamos a consolidar-nos como uma plataforma mais sólida e estruturada, suportada por políticas de RH alinhadas com as prioridades do negócio e por uma cultura ágil, inclusiva e orientada para resultados – uma cultura que reforça a rentabilidade e potencia o contributo de cada colaborador. Na prática, isso traduz-se na aposta no recrutamento de perfis especializados e na flexibilidade e customização de políticas para assegurar competitividade nos mercados onde atuamos.
Paralelamente, aprofundámos iniciativas de retenção e desenvolvimento, com formação contínua e trajetórias de crescimento alinhadas à evolução da empresa, mantendo proximidade, flexibilidade e sentido de pertença – uma cultura global adaptada às realidades locais.
“Promovemos equipas verdadeiramente internacionais e focamos a contratação em competências e não em regiões.”
Quais as lacunas de talento que a Greenvolt enfrenta e que instrumentos de recrutamento e retenção têm mostrado maior eficácia na atração desses perfis?
No recrutamento, apostamos em processos mais estruturados e digitalizados, com sistemas globais e um onboarding digital que inclui comunicações do CEO e sessões locais de integração. Identificamos, contudo, escassez de perfis técnicos especializados – como instaladores e técnicos de campo – e temos investido em programas de upskilling e reskilling em parceria com entidades formativas e associações do setor. Por outro lado, para perfis mais transversais, ultrapassamos as fronteiras do recrutamento e contratamos o talento onde ele está. Promovemos equipas verdadeiramente internacionais e focamos a contratação em competências e não em regiões.
Que metas definiu o departamento de RH para 2026?
O RH tem como missão promover uma gestão integrada de pessoas, baseada em escuta ativa e feedback contínuo, garantindo alinhamento às necessidades do negócio. Para 2026, iremos reforçar programas de mobilidade interna, continuar a impulsionar a adoção de ferramentas digitais nas diversas áreas e assegurar o acesso a formações especializadas, pensadas tanto para as exigências das funções atuais como para o desenvolvimento futuro das carreiras. Mantemos também um compromisso com a nossa gestão baseada em dados, reforçando decisões estratégicas com insights de people analytics. É assim que construímos um ambiente saudável, orientado para resultados e preparado para liderar a transição energética.
Artigo publicado na edição 161 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2025
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