O
que falta conhecer sobre a Jungheinrich?
Ainda existe uma perceção limitada da Jungheinrich e da intralogística. Muitas pessoas associam-nos sobretudo aos empilhadores, que fazem parte da nossa história, mas hoje a empresa vai muito além disso. Somos uma organização ligada à inovação, automação, digitalização, eficiência logística e soluções energéticas mais sustentáveis.
O que continua por descobrir é esta dimensão, bem como a diversidade de oportunidades que oferecemos nas áreas técnicas, comerciais, digitais, logísticas e de gestão. A Jungheinrich alia a solidez de mais de 70 anos de história a uma forte capacidade de inovação e adaptação.
Ainda persistem alguns estereótipos associados à logística, como a ideia de que é uma área essencialmente operacional, pouco tecnológica ou predominantemente masculina. Essa perceção já não corresponde à realidade. Hoje, a intralogística é um setor cada vez mais tecnológico, especializado e estratégico, onde há espaço para diferentes perfis e talentos. Na Jungheinrich, temos procurado promover uma cultura mais inclusiva e uma maior diversidade nas várias áreas da organização. Um exemplo é a integração, este ano, de uma mulher numa função técnica, reforçando que estas carreiras também são uma oportunidade para o talento feminino.

A atração de talento tornou-se mais desafiante, sobretudo para perfis técnicos. Que dificuldades enfrentam e porque é que o employer branding e o engagement assumem hoje um papel tão estratégico para a Jungheinrich?
As maiores dificuldades surgem na contratação de perfis técnicos especializados, sobretudo nas áreas da assistência técnica, automação e soluções digitais. São funções que exigem competências muito específicas e para as quais existe elevada concorrência no mercado. Este desafio pode afetar a rapidez com que respondemos às necessidades dos clientes e acompanhamos o crescimento do negócio. Por isso, temos vindo a reforçar a nossa proposta de valor enquanto empregador, apostando na formação, no desenvolvimento interno e na valorização de carreiras técnicas com futuro.
O crescimento da Jungheinrich depende da capacidade de atrair, envolver e reter talento num mercado cada vez mais competitivo. À medida que o negócio evolui para soluções mais tecnológicas e especializadas, precisamos de pessoas preparadas, motivadas e alinhadas com a nossa cultura. O employer branding permite mostrar quem somos enquanto empregador, o engagement reforça o compromisso das equipas e a atração de talento garante as competências necessárias para responder aos desafios atuais e futuros.
“Valorizamos a escuta ativa, o feedback das equipas, os inquéritos de engagement e o acompanhamento próximo dos líderes.”
Que perfis e competências procuram para acompanhar a evolução do negócio?
Procuramos perfis que combinem conhecimento especializado com capacidade de adaptação. Continuamos a valorizar muito as áreas técnicas, comerciais e de serviço ao cliente. Acima de tudo, procuramos pessoas curiosas, com vontade de aprender, espírito colaborativo e orientação para o cliente. Num setor em constante evolução, a atitude e a aprendizagem contínua são tão importantes como a experiência.
Como é que a evolução da intralogística está a transformar a forma como desenvolvem as pessoas?
Esta evolução reforça a importância de preparar continuamente as nossas pessoas para novas formas de trabalhar. Acompanhamos a transformação do setor através de formação técnica, desenvolvimento de competências digitais, partilha de conhecimento e maior proximidade entre equipas. Procuramos que os colaboradores estejam preparados para responder às necessidades atuais e antecipar os desafios futuros. Num contexto de mudança acelerada, investir nas pessoas é essencial para garantir inovação, qualidade de serviço e crescimento sustentável.

O que leva alguém a escolher a Jungheinrich e a construir uma carreira na empresa?
Acreditamos que as pessoas escolhem a Jungheinrich pela solidez da empresa, pela dimensão internacional, pela inovação e pelas oportunidades de desenvolvimento que oferece. Mas o que leva alguém a construir um percurso de longo prazo é também o ambiente de proximidade, colaboração e entreajuda que se vive entre colegas. Temos muitos colaboradores com carreiras longas, que cresceram connosco e contribuíram para a evolução da organização. Isso mostra que, para além das oportunidades profissionais, existe um forte sentimento de pertença, confiança e orgulho em fazer parte da Jungheinrich.
Procuramos garantir essa coerência através de uma comunicação autêntica e próxima da realidade das equipas. O employer branding não pode ser apenas aquilo que dizemos para fora; tem de refletir aquilo que os colaboradores vivem no dia a dia. Por isso, valorizamos a escuta ativa, o feedback das equipas, os inquéritos de engagement e o acompanhamento próximo dos líderes. Mais do que comunicar uma imagem ideal, queremos mostrar a Jungheinrich como ela é: uma empresa sólida, em evolução, com desafios reais, mas também com oportunidades de crescimento, aprendizagem e participação.
O fundador da Jungheinrich defendia uma liderança assente na responsabilidade e no espírito empreendedor. Como é que esses princípios continuam presentes na empresa?
Esses princípios continuam muito presentes na forma como trabalhamos. A responsabilidade traduz-se na confiança que damos às pessoas, na autonomia para tomarem decisões e no compromisso com clientes, colegas e resultados. O espírito empreendedor está na capacidade de encontrar soluções, propor melhorias e adaptar-nos a um setor em constante evolução. Procuramos criar um ambiente onde cada colaborador sinta que tem impacto, que pode contribuir com ideias e que faz parte do crescimento da organização. Para nós, liderança é também proximidade, exemplo e desenvolvimento das equipas.
A Jungheinrich Portugal celebrou recentemente 25 anos. Do que mais se orgulham e quais são as principais ambições para os próximos anos?
O que mais nos orgulha é termos construído, ao longo destes anos em Portugal, uma cultura assente na proximidade, confiança e compromisso das nossas pessoas. Crescemos enquanto organização, mas mantivemos um ambiente colaborativo, onde muitas pessoas fizeram e continuam a fazer o seu percurso connosco.
Para os próximos anos, a nossa ambição é reforçar a Jungheinrich enquanto empregador de referência, atraindo novos talentos, desenvolvendo competências para o futuro e promovendo uma cultura inclusiva, próxima e preparada para os desafios da intralogística.

Que iniciativa recente representa melhor aquilo que a Jungheinrich procura ser enquanto empregador?
Neste último ano, destacaria dois momentos importantes de escuta interna: o Yellow Voices, focado no engagement dos colaboradores, e o Great Place to Work, associado à medição do Trust Index. Estas iniciativas representam bem aquilo que procuramos ser enquanto empregador: uma empresa que quer ouvir as suas pessoas, compreender a sua experiência e transformar feedback em ações concretas. Para nós, mais do que medir indicadores, importa criar envolvimento real, reforçar a confiança e continuar a construir uma cultura onde todos sintam que têm voz e podem contribuir para a evolução da organização.
Por dentro da Jungheinrich
- +70 anos de história
- 20.400 colaboradores no mundo
- 120 colaboradores em Portugal
- 150-200 candidaturas recebidas por ano
- 25 recrutamentos previstos para 2026
- Perfil mais procurado: Técnico Eletromecânico
- 6% de turnover anual
- 6 anos de antiguidade média
- 50% da liderança recrutada internamente
- 90% dos colaboradores em formação
- 25-30 horas de formação por colaborador/ano
O que dizem os colaboradores?
- 79% recomendariam a Jungheinrich como empregador
- Top benefícios: teletrabalho, flexibilidade horária e Programa Wellbeing
- 91% participaram nos inquéritos de engagement
- 70% de engagement
Artigo publicado na edição n.º 1 da Employer Branding by RHmagazine
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