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CMS Portugal desenvolveu um novo questionário dirigido às empresas com o objetivo de avaliar o seu grau de preparação para a futura diretiva europeia sobre transparência salarial.
A ferramenta, criada pela equipa de Gender Pay Gap da CMS Portugal, foi concebida para permitir uma análise rápida e intuitiva do posicionamento das organizações face às exigências legais que se aproximam. Ao mesmo tempo, procura sensibilizar para o impacto estrutural que estas mudanças poderão ter nas políticas salariais e nos modelos de gestão de pessoas.
Mais do que um diagnóstico, o questionário funciona como um primeiro passo para a adaptação a um novo enquadramento regulatório. Ao responderem, as empresas conseguem não só compreender as principais regras previstas na diretiva, como também identificar lacunas e antecipar desafios na sua implementação.
A iniciativa surge num momento em que a transparência salarial deixa de ser apenas uma boa prática para se tornar uma exigência legal com implicações operacionais relevantes. Segundo a CMS Portugal, esta ferramenta foi desenhada “à medida das empresas”, permitindo-lhes ter uma visão clara do ponto em que se encontram e dos ajustamentos necessários. O objetivo passa por facilitar uma leitura prática da diretiva e apoiar uma transição mais estruturada para as novas obrigações.
Em causa está não apenas o cumprimento legal, mas também a necessidade de rever políticas internas, critérios de remuneração e sistemas de avaliação, áreas onde os departamentos de recursos humanos terão um papel determinante.
Transparência como instrumento de equidade
Para Susana Afonso, Sócia da CMS Portugal, a transparência salarial é uma alavanca essencial para combater desigualdades persistentes no mercado de trabalho. “A adoção de práticas de transparência salarial, suportadas por critérios objetivos e comparáveis, é decisiva para reduzir desigualdades. Foi por isso que criámos este Legal Check-up: para que as empresas saibam onde se encontram e para onde têm de ir”, lê-se em comunicado.
A responsável sublinha, assim, a importância de as organizações não encararem este processo apenas como uma obrigação regulatória, mas como uma oportunidade para reforçar práticas de equidade e justiça interna.
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